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Brasil

Zé Trovão: Bolsonaro "está tranquilo" e denúncia é "fantástica ilusão"

Deputados do Partido Liberal e aliados se encontram nesta quarta-feira (19/2), em Brasília. Há a expectativa de que Bolsonaro participe

, 19/02/2025 09:31, atualizado 19/02/2025 12:44
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Foto colorida do deputado federal Zé Trovão (PL) - Metrópoles

O deputado federal Zé Trovão (PL) afirmou, nesta quarta-feira (18/2) que “Bolsonaro está tranquilo” um dia após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada.

Deputados do Partido Liberal e aliados se encontraram, esta quarta-feira (19/2), para uma reunião no apartamento funcional do atual líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), em Brasília, como antecipou o Metrópoles, na coluna do Igor Gadelha. Jair Bolsonaro participou presencialmente do encontro, que terminou pouco depois das 12h.

As pautas da reunião giraram em torno da anistia dos presos pelo 8 de janeiro, a denúncia da PGR e os próximos passos de Bolsonaro e os atos convocados para 16 de março.

De acordo com Zé Trovão, os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro já sabiam que a decisão da PGR seria a de denunciá-lo.

“Tudo tranquilo. A gente sabe que isso tudo é uma fantasia, um fantástica ilusão que eles estão fazendo, querendo colocar um cara que não cometeu crime nenhum como bandido. Mas isso aí não vai dar em nada. A gente está bem tranquilo”, afirmou o deputado, com exclusividade, ao Metrópoles.

Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Domingos Savio (PL-MG), Zé Trovão (PL-SC), Sargento Fahur (PSD-PR), Altineu Cortês (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), agora vice presidente da Câmara já chegaram para a reunião. Gilson Machado Neto, ministro do Turismo e Cultura e Presidente da Embratur no governo Bolsonaro, e Jair Renan Bolsonaro, filho 04 de Bolsonaro, também estão presentes.

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O deputado federal ficará no palco principal
Deputado Domingos Sávio (PL-MG)
Deputado Sargento Fahur (PSD)
Deputado Zé Trovão
Vereador Jair Renan Bolsonaro chega para a reunião do PL
Bolsonaro deixa a reunião do PL
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Bolsonaro deixa a reunião do PL

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O deputado federal ficará no palco principal
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O deputado federal ficará no palco principal

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Deputado Zé Trovão

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Vereador Jair Renan Bolsonaro chega para a reunião do PL
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Vereador Jair Renan Bolsonaro chega para a reunião do PL

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Nessa terça-feira (18/2), Bolsonaro esteve com senadores aliados no Congresso Nacional, onde defendeu a pauta da anistia aos presos pelo 8/1.

Perseguição tramada

O presidente do PL em Minas Gerais, deputado Domingos Savio, que também participa da reunião, chamou de golpe “arrumar um motivo para prender o adversário político”.

“A perseguição ao Bolsonaro foi uma coisa tramada. Se tem um golpe é esse, é o golpe de você arrumar um motivo para prender o adversário político e assim que se instalam as ditaduras no Brasil.”

Denúncia PGR

O ex-presidente da República e outras 33 pessoas foram denunciadas, nessa terça,  pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada.

Eles ainda foram denunciados por dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.


Entenda próximos passos

  • A partir da denúncia, o Supremo Tribunal Federal (STF) abrirá um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar.
  • Depois da manifestação, a Corte vai marcar uma data de julgamento para decidir se Bolsonaro vira réu ou não.
  • Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os outros denunciados passam a ser réus e o processo é formalmente aberto.
  • Depois, passa-se à fase de ouvir a defesa, testemunhas e colher novas provas.
  • Por fim, o Supremo vai julgar o processo, e caso considere culpados Bolsonaro e os outros 33, uma pena pode ser fixada pelos ministros.
  • No Brasil, uma prisão costuma ocorrer depois de uma condenação formal, quando já não há mais recursos a serem apresentados.
  • Existe também a prerrogativa de uma prisão preventiva, ou seja, antes do final do julgamento. Mas ela só deve ser usada por decisão judicial e se não houver outra forma de impedir que hajam prejuízos ao andamento do processo.

Além do fator prisão, o ex-presidente pode ser alvo de outras sanções da Justiça no período em que se tornar réu. Durante as investigações em que é alvo, Bolsonaro inclusive já foi afetado com medidas cautelares.

Ele está, por exemplo, com seu passaporte retido, e não conseguiu ir à posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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