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Brasil

"YouTube da direita", Rumble sai do Brasil e alega censura da Justiça

CEO do Rumble alegou discordância contra decisões judiciais no Brasil para bloquear criadores de conteúdo como Bruno Aiub, o Monark

23/12/2023 13:06, atualizado 23/12/2023 14:47
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Reprodução
imagem colorida mostra Chris Pavlovski, ceo da rumble - Metrópoles

Chris Pavlovski, CEO da plataforma de vídeos Rumble, anunciou que deixará de atuar no Brasil. Fundada no Canadá em 2013, a plataforma é semelhante ao YouTube e muito utilizada por produtores de conteúdo da extrema-direita, por ter muito menos regras de moderação que o concorrente famoso e administrado pelo Google.

A mensagem publicada por Pavlovski cita discordâncias com a Justiça brasileira, que solicitou a remoção de usuários e conteúdos da plataforma. O CEO afirma que vai recorrer das decisões.

“Recentemente, os tribunais brasileiros exigiram que removêssemos certos criadores do Rumble. Como parte da nossa missão de restaurar uma internet livre e aberta, comprometemo-nos a não alterar as metas das nossas políticas de conteúdo. Os usuários com opiniões impopulares são livres para acessar nossa plataforma nos mesmos termos que nossos milhões de outros usuários. Dessa forma, decidimos desabilitar o acesso ao Rumble para usuários no Brasil enquanto contestamos a legalidade das demandas dos tribunais brasileiros”, afirmou Pavlovski.

O Rumble foi alvo de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em janeiro exigindo o bloqueio do perfil de Bruno Aiub, conhecido como Monark, sob risco de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Monark havia firmado um acordo de exclusividade para produção de conteúdo com o Rumble. Em agosto, o contrato foi desfeito após o STF negar o recurso contra a decisão.

“Não serei intimidado pelas exigências de governos estrangeiros para censurar os criadores do Rumble”, disse Pavlovski ao compartilhar seu pronunciamento. Ele afirmou que a empresa é a única a defender a “liberdade de expressão e os valores americanos”.

“É meu desejo que um dia as big techs se juntem a nós nessa luta e respondam como nós fazemos. Continuarei a dar o exemplo até esse dia chegar”, concluiu o fundador do Rumble.

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