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Brasil

Yanomami: com sobrecarga e ambiente precário, agentes de saúde adoeceram

Relatório divulgado pelo Ministério da Saúde detalha situação encontrada no território Yanomami

08/02/2023 17:32, atualizado 08/02/2023 17:33
Condisi
Crianças Yanomami

Em meio à emergência humanitária na terra indígena Yanomami, os poucos profissionais de saúde que atuam no local estão sobrecarregados e precisam lidar com uma estrutura precarizada para atender a população indígena. Enquanto médicos se revezam a cada 15 dias, os enfermeiros chegavam a permanecer até um mês no território.

As informações são do

relatório Missão Yanomami

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, divulgado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Entre as dificuldades enfrentadas pelos profissionais, estão a falta de insumos, medicamentos e capacitação, além da insegurança gerada pela presença de garimpeiros ilegais na região.

“Existem na região de Surucucu 4 polos fechados, e outros 3 em outras regiões, todos devido à insegurança causada pelos invasores. Um polo foi reformado para reabertura, mas não se consegue abrir pela insegurança. Foi aberto o polo Xitei que conta com o apoio da presença da Força Nacional de Segurança”, descreve o relatório.

“Os trabalhadores se encontram também evidentemente em adoecimento de saúde mental, pela sobrecarga e precariedade que se encontram, além da falta de supervisão ou apoio para desenvolvimento das atividades. Relatam muitas escalas que ‘furam’. Observamos um descompasso entre como a gestão central apresenta o DSEI e o que é o cotidiano das equipes. Em geral, existem fluxos e protocolos frágeis e nenhuma supervisão em campo”, destaca.

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De acordo com o documento, os dados sobre medicamentos e insumos são contraditórios. Enquanto as equipes da Sesai e do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami afirmam que há estoque e envio, “as Unidades Básicas de Saúde Indígena e os Polos Bases apresentam faltas”. “Observa-se ainda um precário controle dos medicamentos a partir da entrega para a empresa de transporte logístico e nenhum controle e rastreamento nos Polos Base. São muitos os relatos de extravios de medicamentos, principalmente de medicamentos antimaláricos”, continua o relato.

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Outra fragilidade identificada é o formado da coleta de informações feita pelos profissionais de saúde. Após registro em papel, o material é revisado e alguns são registrados, uma vez que não é possível registrar todos os formulários. “Isso significa que nem todos dados são registrados (por exemplo, não registram casos negativos de teste de malária) e há um atraso de meses (óbitos com cerca de 4 meses de atraso, malária com cerca de 3 meses de atraso)”, explica o documento.