WhatsApp se consolida nas vendas on-line, diz pesquisa do Sebrae
Com 73% dos pequenos negócios operando no digital, o WhatsApp lidera preferência e deixa marketplaces e demais redes sociais
atualizado
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Uma pesquisa recente aponta que o WhatsApp se consolidou como o principal meio de comunicação e vendas para pequenos negócios no Brasil. Atualmente, 82% dos microempreendedores individuais (MEI) e das micro e pequenas empresas utilizam o aplicativo para esse fim, um leve aumento em relação ao ano anterior.
Os dados fazem parte da 12ª edição do levantamento Pulso dos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae. O aplicativo lidera com folga em relação a outras plataformas, como redes sociais, marketplaces e lojas virtuais próprias.
Segundo Rodrigo Soares, presidente interino do Sebrae, a adoção de ferramentas digitais tem contribuído para ampliar a inclusão e a competitividade dos pequenos empreendedores.
Ele destaca que o WhatsApp facilita a organização do atendimento e o gerenciamento de contatos, além de otimizar o tempo com recursos como listas de transmissão, que permitem alcançar mais clientes de forma prática.
“Percebemos que, quando os pequenos negócios entram no cenário de inovação e digitalização, há mais inclusão e competitividade. O WhatsApp é um exemplo que dar oportunidade de organizar o atendimento e os contatos, centralizando informações e facilitando a vida do empreendedor com ações como listas de transmissão, que otimiza o tempo e permite que ele chegue a mais clientes”, explica Rodrigo Soares.
Na sequência, o Instagram aparece como o segundo canal mais utilizado, com 57% de adesão. Já o Facebook ocupa a terceira posição, mas vem perdendo espaço ao longo dos anos, registrando 30% em 2026, uma queda significativa em comparação com 42% em 2021. As lojas virtuais próprias também apresentaram recuo no período, passando de 14% para 10%.
O estudo também mostra que ainda há potencial de crescimento no comércio eletrônico por meio de marketplaces. Entre essas plataformas, o Mercado Livre lidera entre os pequenos negócios, com 7% de uso, seguido pela OLX (3%) e por Magalu e Amazon, ambos com 1%.
Legado digital
Outro destaque da pesquisa é a consolidação do uso de ferramentas digitais no comércio. Em março deste ano, 73% dos empreendedores afirmaram utilizar canais on-line para vender seus produtos ou serviços , índice que se mantém relativamente estável desde 2021, variando entre 70% e 75%.
“Os pequenos negócios fizeram da necessidade de novos meios de comércio uma oportunidade para aumentar as vendas, o que gera renda e cidadania”, comenta Soares. “Foi uma escalada digital que começou há alguns anos e se manteve, mostrando que os empreendedores conseguiram ultrapassar as dificuldades iniciais e consolidar sua presença on-line”, completa.
A edição mais recente do estudo ouviu mais de 8,2 mil empreendedores em todo o país entre fevereiro e março de 2026, investigando o uso de redes sociais, aplicativos e internet como instrumentos de venda. Entre os entrevistados, os microempreendedores individuais se destacam, com 75% afirmando utilizar esses recursos.
