Eleição 2026

Wellington vê saúde democrática em divergência entre Nikolas e Eduardo

Wellington Fagundes é pré-candidato ao governo de Mato Grosso, com apoio do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) - Metrópoles
1 de 1 senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou, nessa quinta-feira (9/4), que a divergência entre o deputado federal Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro é “bom para a democracia”. A declaração foi feita durante entrevista ao Metrópoles.

Ao ser questionado sobre os recentes embates entre os correligionários (leia abaixo), Wellington afirmou que essas discussões dentro do partido são naturais e boas para a democracia.

“O Nikolas é um fenômeno, jovem, talentoso e que demonstra hoje uma liderança em contexto. E o PL também é o maior partido do Brasil, então é natural que tenham divergências, e isso é muito bom para a democracia. Quando todo mundo pensa igual ou quer seguir apenas uma orientação, isso não é partido nem democracia”, afirmou o senador.

Veja a entrevista:

Fagundes citou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, marcou uma viagem aos Estados Unidos para conversar com Eduardo Bolsonaro, com a intenção de fazer um “trabalho de aproximação” para que todos estejam unidos pela campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

“O nosso projeto é a eleição do Flávio Bolsonaro. Então, o PL vai mostrar para a população brasileira, que. mesmo tendo ideias diferentes de cada um, nós vamos estar caminhando todos juntos para que o Brasil tenha a oportunidade de eleger o Flávio”, disse.

PL da Dosimetria

O senador também se manifestou sobre o PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Citando o caso da Débora do Batom, Wellington defendeu que os excessos das penas precisam ser corrigidos e que o Senado vai derrubar o veto.

“E quero citar aqui a questão de uma mulher que usou apenas um batom como arma, reproduziu uma frase de um ministro do Supremo Tribunal Federal irônica, o ‘perdeu o mané’, e, no outro dia, a estátua foi lavada com água e sabão e estava perfeita. Essa mulher pegar 14 anos de prisão é inaceitável”, avaliou o senador.

Wellington também reforçou que essa análise não parte apenas de políticos, mas que também “grandes juristas e até o ministro do Supremo já entenderam que esse excesso precisa ser corrigido”.

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocou sessão conjunta para 30 de abril a fim de analisar o veto ao PL. Para que a derrubada do veto seja concretizada, são necessários os votos de ao menos 257 deputados e 41 senadores.

CPI do Crime Organizado

Com o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado previsto para terça-feira (14/4), o senador lamentou que a CPI vai terminar sem concluir um “relatório robusto” e que denúnicas que envolvem Mato Grosso “não puderam ser apuradas”.

“O sistema financeiro está abalado, e precisamos mostrar quem são esses bandidos que fizeram esse absurdo com o Brasil. Infelizmente, o meu estado, Mato Grosso, tem muitas denúncias lá que até agora não puderam ser apuradas”, lamentou.

Fagundes também citou o depoimento do ex-governador de Mato Grosso José Pedro Gonçalves Taques (PSB) na CPI em 25 de março. De acordo com Taques, o governo estadual teria repassado pelo menos R$ 755 milhões a estruturas ligadas ao Banco Master.

“O senador Pedro Taques esteve lá na CPI, fez um grande depoimento, mostrando todos os caminhos. Agora, tem uma disputa, ele é pré-candidato a senador e o governador Mauro é pré-candidato a senador. Isso não pode ficar sem explicação. Imagina qual verdade que está valendo?”, questiona o senador.

Ele finaliza afirmando esperar que todas as invetigações sejam concluídas antes das eleições.

Nikolas x Eduardo

Nikolas e Eduardo protagonizaram um embate, no sábado (4/4), após uma publicação do mineiro no X. Um simples “kkk” do parlamentar a um tweet que “alfinetava” Eduardo, desencadeou um novo capítulo de desentendimentos entre eles.

Eduardo respondeu Nikolas com um texto de 1.655 caracteres. Na mensagem, o ex-deputado diz a Nikolas que “não há limites para seu desrespeito comigo e minha família” e que “os holofotes e a fama” fizeram mal ao deputado mineiro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?