Wellington vê saúde democrática em divergência entre Nikolas e Eduardo
Wellington Fagundes é pré-candidato ao governo de Mato Grosso, com apoio do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro
atualizado
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O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou, nessa quinta-feira (9/4), que a divergência entre o deputado federal Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro é “bom para a democracia”. A declaração foi feita durante entrevista ao Metrópoles.
Ao ser questionado sobre os recentes embates entre os correligionários (leia abaixo), Wellington afirmou que essas discussões dentro do partido são naturais e boas para a democracia.
“O Nikolas é um fenômeno, jovem, talentoso e que demonstra hoje uma liderança em contexto. E o PL também é o maior partido do Brasil, então é natural que tenham divergências, e isso é muito bom para a democracia. Quando todo mundo pensa igual ou quer seguir apenas uma orientação, isso não é partido nem democracia”, afirmou o senador.
Veja a entrevista:
Fagundes citou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, marcou uma viagem aos Estados Unidos para conversar com Eduardo Bolsonaro, com a intenção de fazer um “trabalho de aproximação” para que todos estejam unidos pela campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
“O nosso projeto é a eleição do Flávio Bolsonaro. Então, o PL vai mostrar para a população brasileira, que. mesmo tendo ideias diferentes de cada um, nós vamos estar caminhando todos juntos para que o Brasil tenha a oportunidade de eleger o Flávio”, disse.
PL da Dosimetria
O senador também se manifestou sobre o PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Citando o caso da Débora do Batom, Wellington defendeu que os excessos das penas precisam ser corrigidos e que o Senado vai derrubar o veto.
“E quero citar aqui a questão de uma mulher que usou apenas um batom como arma, reproduziu uma frase de um ministro do Supremo Tribunal Federal irônica, o ‘perdeu o mané’, e, no outro dia, a estátua foi lavada com água e sabão e estava perfeita. Essa mulher pegar 14 anos de prisão é inaceitável”, avaliou o senador.
Wellington também reforçou que essa análise não parte apenas de políticos, mas que também “grandes juristas e até o ministro do Supremo já entenderam que esse excesso precisa ser corrigido”.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocou sessão conjunta para 30 de abril a fim de analisar o veto ao PL. Para que a derrubada do veto seja concretizada, são necessários os votos de ao menos 257 deputados e 41 senadores.
CPI do Crime Organizado
Com o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado previsto para terça-feira (14/4), o senador lamentou que a CPI vai terminar sem concluir um “relatório robusto” e que denúnicas que envolvem Mato Grosso “não puderam ser apuradas”.
“O sistema financeiro está abalado, e precisamos mostrar quem são esses bandidos que fizeram esse absurdo com o Brasil. Infelizmente, o meu estado, Mato Grosso, tem muitas denúncias lá que até agora não puderam ser apuradas”, lamentou.
Fagundes também citou o depoimento do ex-governador de Mato Grosso José Pedro Gonçalves Taques (PSB) na CPI em 25 de março. De acordo com Taques, o governo estadual teria repassado pelo menos R$ 755 milhões a estruturas ligadas ao Banco Master.
“O senador Pedro Taques esteve lá na CPI, fez um grande depoimento, mostrando todos os caminhos. Agora, tem uma disputa, ele é pré-candidato a senador e o governador Mauro é pré-candidato a senador. Isso não pode ficar sem explicação. Imagina qual verdade que está valendo?”, questiona o senador.
Ele finaliza afirmando esperar que todas as invetigações sejam concluídas antes das eleições.
Nikolas x Eduardo
Nikolas e Eduardo protagonizaram um embate, no sábado (4/4), após uma publicação do mineiro no X. Um simples “kkk” do parlamentar a um tweet que “alfinetava” Eduardo, desencadeou um novo capítulo de desentendimentos entre eles.
Eduardo respondeu Nikolas com um texto de 1.655 caracteres. Na mensagem, o ex-deputado diz a Nikolas que “não há limites para seu desrespeito comigo e minha família” e que “os holofotes e a fama” fizeram mal ao deputado mineiro.

