Alcolumbre marca sessão do Congresso para análise do PL da Dosimetria

Presidente do Congresso convocou sessão para 30 de abril

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Matheus Veloso/Metrópoles
Davi Alcolumbre durante evento de lançamento da pré-candidatura à Presidência da República - Metrópoles
1 de 1 Davi Alcolumbre durante evento de lançamento da pré-candidatura à Presidência da República - Metrópoles - Foto: Matheus Veloso/Metrópoles

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocou sessão conjunta para 30 de abril a fim de analisar o veto ao projeto de lei (PL) da dosimetria, que reduz penas dos condenados por envolvimento com o 8 de Janeiro, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente a proposta. O petista barrou o texto em um ato no Palácio do Planalto em 8 de janeiro deste ano, quando os atos de depredação aos Três Poderes completaram três anos.

Para que a derrubada do veto seja concretizada, são necessários os votos de ao menos 257 deputados e 41 senadores.

Na quarta-feira (8/4), Alcolumbre já havia sinalizado que marcaria a sessão para a análise do veto. “Essa pauta e essa agenda cabe única e exclusivamente ao presidente do Senado e eu vou exercer essa prerrogativa conferida pela Constituição”.

E completou: “O meu desejo é o mais rápido possível nós fazermos uma sessão do Congresso Nacional para deliberarmos um assunto relevantíssimo e que carece da deliberação do Congresso, que é o veto ao projeto de Lei da Dosimetria”.

Além de Bolsonaro, a proposta visa reduzir a pena de todos os condenados do “núcleo crucial” da trama golpista e também aqueles envolvidos diretamente na destruição das sedes do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional.

O que diz o PL da Dosimetria

O substitutivo do Projeto de Lei (PL) nº 2.162/2023 estabelece que, em condenações por mais de um dos crimes contra Instituições Democráticas listados no Código Penal, deverá permanecer a pena mais severa, não podendo mais haver a cumulatividade de tempo de reclusão.

Também determina que a pena poderá reduzir em dois terços se os crimes forem cometidos em contexto de multidão — desde que o condenado não tenha excercido papel de liderança ou de financiador.

A dosimetria estabelece que condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, mesmo em casos de reincidência, terão direito à progressão de regime se tiverem cumprido ao menos um sexto da pena.

Assim, o projeto poderá reduzir, segundo números estipulados na Câmara, a pena de Bolsonaro em regime fechado a cerca de 3 anos. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

O que acontece se a proposta virar lei?

Se o Congresso derrubar o veto de Lula, a redução de penas aos envolvidos no 8 de Janeiro passar a valer. O texto ainda pode enfrentar judicialização. Partidos políticos, entidades de classe, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o governo podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade do tema.

Se chegar ao STF, caberá aos ministros definirem se a lei é válida. Caso entendam que é inconstitucional, ela perde validade.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?