“Vou te celebrar”, diz irmão do Hipster da Federal em post nas redes

Em postagem emocionada, Eduardo Valença agradeceu o tempo de convivência entre ele e o irmão, que morreu assassinado no início deste mês

atualizado 31/03/2022 16:35

hipster da federal e irmãoReprodução

Goiânia – Às vésperas de completar um mês da morte do agente Lucas Soares Valença, de 36 anos, conhecido como Hipster da Federal (PF), o irmão dele, Eduardo Valença, fez uma postagem emocionada nas redes sociais, celebrando o tempo de convivência que teve com o policial. Ele também agradeceu o apoio recebido das pessoas após a morte.

Lucas Valença foi morto ao tentar entrar em uma residência em Buritinópolis (GO), no Povoado de Santa Rita, na noite do dia 2 de março. Familiares relataram que ele teve um surto psicótico.

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Homenagem

Na publicação, Eduardo diz que teve o privilégio de conviver com o irmão por 34 anos e agradece a Deus pela benção.

“Para além da irmandade, nós compartilhamos nossas vidas com tanta verdade que pudemos ser uma só pessoa. Como numa celebração de união, onde dois passam a ser um, nossa comunhão de vidas era assim. Pude enxergar a vida e o mundo com outros olhos, olhos cheios de amor, de verdade, de humildade, de lealdade, de simplicidade. Por tanto, só posso agradecer”, escreveu o analista parlamentar.

De acordo com Eduardo, ele tem fé e convicção de que o irmão está nos braços do “Pai”, em um lugar maravilhoso e isso lhe traz paz. “O Lucas está comigo agora como jamais esteve. O silêncio dele me fala mais”, afirma.

Eduardo reforça ainda que irá celebrar a vida do irmão. “Não vou te esquecer, vou te celebrar”.

 

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Uma publicação compartilhada por Eduardo Valença (@euvalenca)

Quadro depressivo

fim trágico do policial federal Lucas Soares Dantas Valença, de 36 anos, que ficou famoso e conhecido como o Hipster da Federal após a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha, em 2016, tomou conta do noticiário. Conforme revelou a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles. De acordo com a advogada da família, ele enfrentava a depressão.

A investigação conseguiu elencar uma sucessão de elementos que desencadearam a morte de Lucas. Ele foi atingido por um tiro abaixo do peito, após invadir uma casa no pequeno povoado, por volta das 23h30, em estado de surto, conforme apontaram familiares à polícia.

Segundo a família, esta foi a primeira vez que Lucas demonstrara estar em surto psicótico. A família entendeu que não houve excesso por parte do dono da fazendo, que teve a casa invadida e atirou contra o policial.

“O Lucas estava passando por uma depressão, iniciada na pandemia. Ele era conhecido por ter o coração gigante. Cuidava de animais, era extremamente sensível e muito querido na polícia. Muito estudioso, ele passou em primeiro lugar no concurso da PF”, contou a advogada da família ao Metrópoles.

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