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Brasil

Voo que caiu no Rio custou R$ 2,5 mil às turistas colombianas

Colombianas faziam passeio de 20 minutos em helicóptero sem portas por pontos turísticos do Rio. Piloto também morreu no acidente

08/08/2026 17:18
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Helicóptero cai durante voo em área de mata no Rio. - Metrópoles

As três turistas colombianas que morreram na queda de um helicóptero neste sábado (8/8), no Rio de Janeiro, haviam pago R$ 2.550 por um voo panorâmico de cerca de 20 minutos. O passeio era realizado sem as portas da aeronave e previa a passagem por pontos turísticos da cidade, entre eles a Floresta da Tijuca, onde ocorreu o acidente.

Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique eram da mesma família. Elas estavam a bordo do helicóptero Robinson R44, de matrícula PP-MFS, pilotado por Alessandro Rocha. Os quatro ocupantes morreram.

A aeronave caiu em uma encosta próxima à Vista Chinesa, na zona sul da capital fluminense. O impacto provocou uma explosão e um incêndio na mata.

Cerca de 40 militares do Corpo de Bombeiros participaram da operação, que também mobilizou 11 viaturas e quatro unidades operacionais. A Polícia Civil e autoridades aeronáuticas investigam o acidente.

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Segundo documentos obtidos pelo Metrópoles, o passeio foi contratado com a Voos Rio Panorâmico. O site da empresa apresenta oferta passeios para “sobrevoar as paisagens mais icônicas da Cidade Maravilhosa”.

“Veja o Rio de Janeiro como poucas pessoas já viram,  com segurança, conforto e paisagens de tirar o fôlego. Imagine a emoção de voar de helicóptero no céu do Rio de Janeiro, sobrevoando cartões-postais mundialmente famosos”, diz.

Os pacotes anunciados podem chegar a uma hora de duração e custar mais de R$ 1,3 mil por passageiro. Entre as opções de passeio está a modalidade conhecida como “doors off”, voos panorâmicos que são realizados sem portas laterais da aeronave.

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Empresa recebeu autorização em outubro de 2025

A Voos Rio Panorâmico foi autorizada a operar esse tipo de passeio em outubro de 2025. Uma portaria publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no fim daquele mês reconheceu que a companhia havia cumprido os requisitos para explorar serviços aéreos. A autorização dependia da manutenção das condições técnicas e operacionais exigidas pela agência.

Antes da liberação, servidores da Anac avaliaram documentos, aeronaves, instalações, equipamentos, funcionários e procedimentos de segurança da empresa. A vistoria incluiu uma simulação completa de voo panorâmico, realizada em outro helicóptero, de matrícula PR-MPT.

No parecer final, os fiscais afirmaram que não encontraram irregularidades que impedissem a certificação. A equipe considerou que a empresa tinha estrutura e pessoal suficientes para executar o serviço e classificou o voo de demonstração como seguro e organizado.

Durante a análise do sistema de segurança operacional, porém, os servidores observaram que a identificação de perigos, a avaliação de riscos e a adoção de medidas preventivas nem sempre eram registradas formalmente, como previa o manual da companhia.

A empresa foi orientada a atualizar os documentos internos, registrar todos os riscos identificados e acompanhar indicadores de segurança. Apesar disso, o sistema foi considerado adequado para a atividade pretendida, e o processo recebeu parecer favorável.

Helicóptero estava regular

Documentos da Anac mostram que o PP-MFS estava regular e autorizado a ser utilizado pela Voos Rio Panorâmico.

Segundo informações da agência, a aeronave foi fabricada em 2001. Em julho de 2025, a Voos Rio Panorâmico informou à agência que havia comprado o helicóptero.

O PP-MFS também foi um dos três helicópteros apresentados pela empresa durante seu processo de certificação da empresa na Anac, em 2025.