Vítima abusada por João de Deus ganhou quadros e pedra para se calar

Segundo o delegado que indiciou o médium por violência sexual mediante fraude, a prática é comum: abuso seguido de presentes

atualizado 20/12/2018 18:43

istock/foto ilustrativa

Enviadas especiais a Goiânia (GO) — A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investiga João Teixeira de Faria, o João de Deus. Ele foi indiciado por violência sexual mediante fraude. O foco principal dos investigadores é o caso de uma vítima de aproximadamente 40 anos que afirma ter sido abusada em 24 de outubro deste ano pelo médium. Ele teria dado a ela dois quadros e uma pedra mística na tentativa de que a mulher ficasse calada.

“Está claro que ele dava os presentes na tentativa de silenciar as vítimas”, afirmou o delegado Valdemir Pereira da Silva, conhecido como Doutor Branco, titular do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Nessa quarta-feira (19/12), a vítima foi levada à Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde afirma ter sido violentada. “Ela mostrou o local, ficamos lá um tempão e tudo foi filmado”, acrescentou o policial.

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O abuso teria ocorrido durante o atendimento espiritual. João de Deus teria colocado o pênis para fora da calça. Em seguida, pediu para que a mulher não contasse nada do que havia ocorrido. “Ela está ansiosa, com medo”, afirmou o delegado, nesta quinta-feira (20).  A Casa Dom Inácio foi periciada pela Polícia Científica e os laudos ainda não ficaram prontos.

Valdemir disse ainda que o Deic instaurou outro inquérito contra João de Deus nesta quinta para investigar posse ilegal de arma. Isso porque durante buscas feitas na residência do médium em Abadiânia durante esta semana, os policiais encontraram cinco armas de fogo, uma delas com numeração raspada.

O inquérito que investiga abusos sexuais deve ser entregue ainda nesta quinta à Justiça. Se condenado pelo crime de violação sexual mediante fraude, João de Deus pode pegar de 2 a 6 anos de cadeia.

“As provas são robustas e suficientes para a condenação”, acredita o titular do Deic. Ele ressaltou ainda que, no decorrer das investigações, os policiais constataram que o médium costumava abusar e depois dar presentes a suas vítimas.

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