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Eleições 2026Brasil

Visado nas eleições, Senado tem queda de 18% em candidaturas em 8 anos

Estas eleições servirão para renovar 2/3 dos senadores. Concorrência é de quase 6 candidatos por cadeira. Maioria é de homens brancos

21/08/2026 04:30
Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

As eleições gerais deste ano terão ao menos 316 candidatos disputando as 54 cadeiras do Senado, segundo dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de uma queda de 12% em relação ao número de candidaturas de 2018 (quando também foram renovadas duas vagas por Unidade da Federação). Aquele ano marcou o maior número de nomes na disputa desde 1994.

A concorrência é de quase 6 candidatos por vaga. Neste pleito, o Senado renova dois terços da sua composição. O mandato de senador é de 8 anos, com cada estado tendo direito a três cadeiras – duas delas renovadas em uma eleição e uma na seguinte. A ideia é que a casa represente previsibilidade e continuidade.

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Das 316 candidaturas registradas na Justiça Eleitoral este ano, 78% (246) são de homens, o que representa uma inclusão feminina tímida em relação a 2018, quando 82% (294) dos nomes titulares das chapas ao Senado eram homens. Em 2018, 63 mulheres disputaram o Senado. Em 2026, são 70.

O recorte racial teve mudanças difusas entre 2018 e 2026. Neste ano, o número de candidatos autodeclarados brancos caiu 17,5% em relação a oito anos atrás, mas isso não implicou no aumento de candidatos pretos e pardos que eram 120 em 2018 e são 117 em 2026.

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Apesar da queda de um ano para outro, brancos ainda representam a maioria das candidaturas, sendo 61% do total.

Candidaturas indígenas também tiveram mudanças inexpressivas de uma eleição para outra. Povos originários são representados por dois candidatos em 2028 e 4 em 2026. Pessoas autodeclaradas amarelas tiveram um aumento de uma para duas candidaturas este ano.


Atributo mais importante na decisão do voto para senador, segundo a Quaest:

  • Foco em trazer emendas e obras para o estado – 31%
  • Ser indicado do [presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] – 15%
  • Ser comprometido em votar o fim da escala 6×1 – 13%
  • Ser independente da polarização – 12%
  • Ser a favor do impeachment de ministros do [Supremo Tribunal Federal] STF – 11%
  • Ser indicado do [ex-presidente Jair] Bolsonaro – 8%
  • Nenhuma dessas opções

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto por coleta domiciliar com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


A escolaridade proeminente entre os candidatos ao Senado segue sendo o ensino superior completo, que representa 79,5% do total de candidatos. O patamar representa uma estabilidade em relação a 2018, quando pessoas com diploma universitário representavam 80% das candidaturas.

A segunda maior parcela é ocupada por candidatos que têm o ensino médio completo, com 35 candidatos, o que representa 11%. Em 2026, cinco candidatos não terminaram o ensino médio, dois terminaram o ensino fundamental e um não terminou o ensino fundamental. Um candidato ao Senado registrou que sabe ler e escrever.

O Metrópoles considerou os dados disponíveis no TSE até as 12:30 de 20 de agosto de 2026. A base de dados segue em atualização, podendo oscilar futuramente.

Visado nas eleições, Senado tem queda de 18% em candidaturas em 8 anos