Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Vídeo. Vereadores se xingam em votação da reforma da Previdência de SP

Erika Hilton (PSol) e Rubinho Nunes (PSL) trocaram xingamentos na sessão que discute a reforma da Previdência nesta quarta-feira (10/11)

10/11/2021 20:22, atualizado 10/11/2021 21:48
Reprodução/Twitter
erika hilton e rubinho nunes discutem em votação da reforma da previdencia em sao paulo

Os ânimos ficaram acirrados entre os vereadores Erika Hilton (PSol) e Rubinho Nunes (PSL) na sessão em que será votada, em segundo turno, a reforma da Previdência na Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira (10/11).

Enquanto discursava, a vereadora, contrária ao projeto, chamou os integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) de “moleques mimados” e “bostas”. Em resposta, Nunes, relator da proposta, foi em direção à tribuna e precisou ser contido por outros parlamentares.


No Twitter, Erika Hilton disse que foi xingada e intimidada por Rubinho Nunes. O vereador a rebateu, dizendo também na rede social: “Calma, vereadora! Não adianta me xingar, a mamata vai acabar de qualquer jeito”.


A reforma da Previdência apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) prevê alíquota de 14% sobre a remuneração de servidores com salários na faixa de até R$ 6,4 mil, que atualmente é isenta de taxação. Cerca de 63 mil funcionários do município serão afetados.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “mantém diálogo permanente com todas as entidades sindicais e reafirma a preocupação com a sustentabilidade do sistema previdenciário municipal e com a responsabilidade fiscal”.

“O déficit atuarial estimado para longo prazo atualmente é de R$ 171 bilhões, um dos principais riscos fiscais do município. Com a proposta, a estimativa é que esse rombo seja reduzido em R$ 111 bilhões, ou seja, queda de 65% no déficit”, afirmou o Executivo municipal.

Servidores protestam contra a proposta desde as 15h no entorno do Palácio Anchieta. Houve registros de ação repressiva da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, com bombas de gás lacrimogênio e disparos de balas de borracha.

Manifestantes também atearam fogo em objetos na rua. O Corpo de Bombeiros está no local e combate focos remanescentes.