Vídeo: “Não dá para ter 10 nomes na terceira via”, diz senadora Eliziane Gama

Em entrevista ao Metrópoles, a senadora afirmou que o resultado de várias candidaturas será a disputa de Lula e Bolsonaro no segundo turno

atualizado 29/07/2021 11:24

Em entrevista ao Metrópoles, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu a construção de candidatura única da chamada terceira via na disputa presidencial de 2022. Para a parlamentar, a presença de diversos nomes no pleito favoreceria o embate entre o ex-presidente Lula (PT) e o atual mandatário do país, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Nós temos vários nomes que já foram colocados como possibilidade de terceira via. Não dá para ter 10 nomes. Ou há uma união em torno de um nome ou nós teremos no segundo turno os nomes que já estão postos: do presidente da República e do ex-presidente Lula”, afirmou (confira a partir de 28’).

Eliziane citou alguns políticos que poderiam liderar um projeto de unificação. Entre os quais, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), e a senadora Simone Tebet (MDB). A parlamentar, no entanto, reconheceu que reunir todos eles dentro de uma mesma chapa não seria uma missão fácil. “É impossível, mas eu acho que é o sonho que nos move para fazer o melhor”, disse.

Autora do projeto que criou a liderança feminina no Senado e uma das articuladoras do acordo que garantiu a participação das mulheres na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Eliziane defendeu a criação de leis que garantam a participação das parlamentares nos espaços de poder do Congresso Nacional. “Criei um projeto de resolução, que está tramitando, que impede que comissões funcionando dentro do Senado fiquem sem mulheres”, frisou (15’).

“Formada a comissão, detectado que não tem nenhuma mulher, a bancada feminina indica uma mulher. A gente não quer uma vaga nova. A gente só terá uma vaga nova se nenhum bloco indicar uma mulher, como aconteceu na CPI da Covid”, explicou.

CPI da Covid-19
Apesar de não ter sido indicada para a CPI da Covid, Eliziane é presença constante nas sessões e passou a integrar o grupo liderado pelo presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que define os rumos das investigações.

A senadora afirmou ao Metrópoles que a análise de documentos ao longo do período de recesso dos parlamentares irá embasar as decisões sobre novas oitivas. Eliziane defendeu nova convocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que, de acordo com a congressista, “mentiu muito”. Também destacou a importância de ouvir o general Braga Netto.

Para a senadora, no entanto, a convocação mais relevante é a do líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR).“Ricardo Barros ainda não foi ouvido porque nós estamos levantando dados”, afirmou a parlamentar. “Tenho certeza que o depoimento do deputado Ricardo Barros será um dos mais importantes”, destacou.

Na entrevista, comentou ainda a indicação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para o posto de ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro. Para Eliziane, a nomeação é “uma tentativa de evitar um impeachment”. “O presidente está diante de um iminente impeachment que poderá se confirmar a partir dos próximos meses, a partir da queda ainda maior da popularidade”, assinalou (4’).

A senadora também fez um balanço de todas as denúncias levantadas pela CPI da Covid e falou sobre a indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Confira:

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