Vídeo: moradores da Cidade de Deus protestam por morte de mototaxista

Edvaldo Viana, de 42 anos, foi morto após abordagem policial num dos acessos à favela. Carona que estava na moto também foi morto

atualizado

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Edvaldo, mototsxista morto na Cidade de Deus, e a esposa, Miriam
1 de 1 Edvaldo, mototsxista morto na Cidade de Deus, e a esposa, Miriam - Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – Moradores da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, protestam contra a Polícia Militar do Rio após a morte do mototaxista Edvaldo Viana, de 42 anos, e um homem que estava na garupa da moto durante uma abordagem em um dos acessos à favela. Após as denúncias de abuso, a corregedoria da corporação abriu Inquérito policial Militar e apreendeu um fuzil da equipe para perícia.

O policiamento na região está reforçado na manhã desta quarta-feira (19/5).

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso e analisa vídeos que circulam nas redes sociais mostram moradores exaltados e os policiais no local do crime, além de depoimento de testemunhas que contam sobre a abordagem ao mototaxista, na entrada da Linha Amarela.

Miriam Santos, esposa de Edvaldo, garante que o marido era inocente, assim como amigos do mototaxista, em dezenas de postagens em redes sociais. Para ela, não há dúvidas de que o marido foi morto pelos policiais.

“Eu cheguei lá e ele estava morto. É muito sofrimento. Esses homens vão para a rua e matam inocente. Eles só matam inocente. No mesmo local onde há seis meses mataram outro inocente”,  disse Miriam.

https://youtu.be/Sy19Gqvyk5A

Abordagem

Segundo testemunhas, o mototaxista foi abordado quando passava por um viaduto que fica no acesso à Linha Amarela. Segundo relatos, eles foram baleados em seguida, à queima roupa. Edvaldo e o carona foram socorridos ao Hospital Federal Cardoso Fontes, mas já chegaram mortos à unidade de saúde.

Miriam lembra que estava na igreja quando soube da morte do marido.

“Ele era trabalhador, trabalhava de mototáxi com esses meninos. Ele não é bandido, não é traficante, ele é trabalhador, gente. A moto do meu marido não é moto roubada. É moto comprada com suor ”, disse Miriam dos Santos.

Durante a madrugada, houve protestos na região, interditando parcialmente a rua Edgard Werneck e as estradas Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes e do Gabinal, em Jacarepaguá.

Segundo a polícia, os militares envolvidos na ocorrência contaram que um dos homens fez um gesto como se fosse sacar uma arma. Em nota, a corporação informa que “o secretário de Polícia Militar Rogério Figueiredo de Lacerda determinou que a Corregedoria apure a ação”.

Os policiais lotados no 18º BPM (Jacarepaguá), que participaram da ocorrência, foram ouvidos na Delegacia de Homicídios da Capital.

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