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Vídeo: “Índio tem que tirar tanga” e “estudar nossa língua”, diz aluno em universidade

O aluno fez diversas declarações racistas contra indígenas. Em uma delas, ele alega uma superioridade do que ele chama de “homem ocidental”

atualizado

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Imagem colorida de Washington de Oliveira Vieira - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Washington de Oliveira Vieira - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Circula nas redes sociais vídeo em que um estudante de filosofia sendo racista contra uma palestrante do Grupo de Estudos de Filosofia Indígena na Unicamp Portas Abertas. Nas imagens, o aluno, identificado como Washington de Oliveira Vieira da PUC-Campinas, afirma que o “índio tem que tirar aquela tanga”.

O caso ocorreu no último sábado (19/8), no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, em São Paulo. Durante a palestra, o aluno fez diversas declarações racistas contra indígenas. Em uma das falas, ele alega uma superioridade do que ele chama de “homem ocidental”.

“O homem ocidental é aquele que criou a tecnologia, criou a bomba nuclear, criou uma série de coisas para ele poder se estabelecer como dominante. Então, a gente tem que se adequar. Não tem essa”, defendeu Washington.

Veja o momento das ofensas:

O aluno também ofendeu as línguas dos povos originários. Para ele, os indígenas deveriam “estudar a nossa língua [português] em vez de ficar falando essa língua que ninguém entende”. De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), atualmente, mais de 160 línguas e dialetos são falados pelos povos indígenas no Brasil.

Ele ainda reforçou o preconceito contra os idiomas indígenas dizendo que “a maioria das pessoas não estão interessadas em aprender tupi-guarani […], língua nenhuma deles”. “Eu acho que índio, mas isso no meu ponto de vista, tem que tirar aquela tanga dele lá… Tá certo?. Estudar a nossa língua em vez de ficar falando essa língua que ninguém entende”, disse.

As ofensas de Washington apenas são interrompidas quando uma voz masculina diz: “Senhor, isso que vocês está dizendo é violento”.

Posicionamento das instituições

Procurada pelo Metrópoles, a Unicamp afirmou que vai tomar “as ações cabíveis junto às representações dos/as estudantes indígenas e as demais instâncias responsáveis”. Além disso, a instituição manifestou apoio aos estudantes.

Em nota, a Unicamp considerou que, “mais do que emitir opiniões infundadas”, a fala de Washington demonstra “preconceito e ignorância, desrespeita a diversidade de saberes e culturas, expressa e promove a violência contra os povos indígenas, manifestando um profundo desrespeito aos direitos humanos e incorrendo no crime de racismo”.

Em nota enviada ao Metrópoles, a PUC-Campinas condena “com veemência a manifestação do estudante e reforça que a postura do aluno confronta a missão e os valores da instituição”.

“A PUC-Campinas defende e preza, em todas suas atividades acadêmicas e institucionais, uma sociedade justa e fraterna, o que inclui o respeito às origens e às culturas diversas que compõem a nação brasileira”, diz trecho de nota.

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