Vídeo: Eduardo Paes defende candidatura de Pacheco na corrida pelo Planalto em 2022

Prefeito do Rio classificou presidente do Senado como condutor de "consensos” e se disse feliz com possível chegada do parlamentar ao PSD

atualizado 03/09/2021 16:07

Rio de Janeiro (RJ), 21/11/20. Eduardo Paes conversa com Raquel Sheherazade para o Metrópoles Entrevista. Eduardo Paes, candidato à prefeitura do RJ. Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) endossou a possível chegada de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ao partido para encabeçar uma chapa presidencial em 2022. “Você pode não gostar do Fernando Henrique, mas ele conseguiu liderar a nação no consenso do combate à inflação e à instabilidade da moeda; você pode gostar ou não gostar do presidente Lula, mas ele conseguiu liderar o país no combate à fome, à pobreza (…). Eu acho que o presidente Rodrigo Pacheco tem muito esse perfil. Um homem do diálogo, preparado, que conhece os problemas nacionais e pode nos conduzir e nos ajudar na construção desses consensos”, pontuou o chefe do Executivo carioca em entrevista à jornalista Rachel Sheherazade, no Metrópoles Entrevista

Questionado sobre uma sensação de “fura-fila” a respeito da chegada do parlamentar à legenda, que pode ser candidato com pouco menos de um ano de filiação ao PSD, o prefeito não titubeou no apoio à chegada de Pacheco. “Eu diria que essa fila já está furada, e só falta ele sentar na ‘janelinha’; a janelinha está à disposição dele. São conversas que o presidente [Gilberto] Kassab tem tido com o presidente do Senado. Eu entendo que [para] partido político é importante se apresentar na eleição, com suas propostas de país. Por isso a eleição é em dois turnos”, defendeu. 

Paes também falou sobre a projeção do combate à pandemia no Rio. Conforme o gestor, cariocas e turistas poderão passar a virada do ano e o Carnaval no Rio de Janeiro. “Nós vamos estar com uma cobertura vacinal, em dezembro, de quase 100% da população. Não há porque, a não ser que haja um evento absolutamente extraordinário [para] não trabalharmos já para o Réveillon. Réveillon não se organiza em uma semana, né? O próprio Carnaval… Nós acreditamos, dados os avanços da cobertura vacinal, que esses eventos serão possíveis”, previu o prefeito. 

7 de setembro: “Nada demais vai acontecer”

O prefeito ponderou que a vacinação “é a possibilidade que nós temos para reabrir”. Paes atribuiu a falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) grande parte da desconfiança da população com relação às vacinas. “O líder político principal do país, que é o presidente da República, em diversos momentos, colocou muito em dúvida a eficácia das vacinas, a necessidade delas, apesar de, reconheço, ter comprado as vacinas. Com atraso, mas estão aí as vacinas chegando. Na hora em que isso foi colocado em dúvida, é óbvio que a mensagem que se passa para uma parcela da população é uma mensagem equivocada”, ponderou o titular do Palácio da Cidade. 

Uma semana antes do feriado de 7 de Setembro, o chefe do Executivo municipal do Rio de Janeiro alegou estar tranquilo com relação às manifestações convocadas por Bolsonaro e apoiadores do governo.

“Eu imagino que nós vamos ter aqui as manifestações políticas normais, as manifestações que existem sempre no feriado da Independência, os desfiles militares, e manifestações políticas de apoio ao presidente, de contestação ao presidente. Mas eu também tenho uma visão de que nada demais vai acontecer nesse processo”, opinou Paes. De acordo com ele, a Guarda Municipal irá auxiliar a Polícia Militar no Dia da Independência.

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