Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

"Vida nova", diz filho com doença crônica que recebeu rim da mãe

Mãe, de 42 anos, doou rim para o filho, de 25, diagnosticado com doença crônica. Os dois foram operados em Goiás e passam bem

03/05/2023 12:32
Compartilhar notícia
Reprodução/TV Anhanguera
goias mae doa rim para filho

Goiânia – Pouco tempo antes do Dia das Mães, uma mulher demonstrou todo o amor pelo filho ao doar um rim para o jovem diagnosticado com uma doença renal crônica. A cirurgia ocorreu no Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), na capital goiana. Gislaine Vieira Coimbra, de 42 anos, e o filho, João Henrique Vieira, 25, que é motorista de aplicativo, passaram pelo procedimento nessa terça-feira (2/5) e passam bem. Segundo boletim médico, ambos respiram espontaneamente e estão conscientes.

Momentos antes da cirurgia, não conseguiam esconder a emoção do momento. “Estou tentando ajudar dando de novo a vida”, disse a mulher ao portal G1. O rapaz agradeceu o gesto da mãe. “É uma felicidade que não tem explicação. É uma vida nova que vou ganhar”, afirmou.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Doença crônica

Após diversos tratamentos conservadores, com medicações e alimentação, João Henrique foi diagnosticado, em 2020, com uma doença renal crônica. O rapaz não chegou a fazer sessões de hemodiálise, já que a equipe médica orientou que fosse feito o transplante de rim.

De acordo com a unidade de saúde, ele nem chegou a entrar na fila, já que houve compatibilidade da família. Com isso, há cerca de seis meses, Gislaine passou por exames que comprovaram a possibilidade para a doação do rim ao filho.

Transplante intervivos

O tipo de doação pela qual Gislaine e João Henrique passaram é chamado transplante intervivos, que é feito com um doador vivo. Conforme com a equipe médica, com o transplante, o jovem poderá ter maior qualidade de vida.

Ainda de acordo com a unidade de saúde, a partir de agora, a vida de João Henrique deverá seguir algumas restrições, mas nada comparado ao que a doença renal crônica impunha a ele antes do transplante.