
Vice do PT critica estratégia da campanha de Lula: "Pregar para convertido"
Prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, Washington Quaquá diz que campanha de Lula não fala "da vida real"

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá criticou a estratégia de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Quaquá, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) fala da “vida real” e situações concretas do dia a dia, a campanha de Lula traz temas complexos à população como terras raras.
O prefeito ainda citou eventos em que Lula “prega para convertidos”, ao buscar apoio de quem já vota no PT.
“O Flávio Bolsonaro vai para a televisão e aparece dentro de um supermercado falando da vida real, concreta, que, aliás, era muito pior no governo do pai dele. Ele vai lá fazer fake news, mas falando de coisas do dia a dia, e nós falando de terras-raras”, disse.
Segundo Quaquá, a campanha de Lula deve focar em temas do cotidiano da população. “Nós temos que viver a vida do povo, falar a coisa do povo. Enfim, tem que falar disso e sair dessa ideologia boba, fora da vida das pessoas. Está difícil dialogar. Já passou da hora da campanha do presidente Lula parar de falar de ideologia e começar a falar das entregas do governo”, afirmou em publicação nas redes.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Tem que falar da vida do povo, sair dessa ideologia boba, falar do que importa”, complementou o prefeito de Maricá.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm outro vídeo nas redes sociais, Quaquá falou sobre um evento que Lula planeja ir no Rio encontrar-se com artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso. O prefeito de Maricá elogiou os artistas mas disse que o ato busca votos de quem já apoia o PT.
“É pregar para convertidos. É falar para quem já praticamente vota na gente para o nosso universo”, afirmou.
Campanha de Lula no Rio de Janeiro
Washington Quaquá, que foi nomeado como um dos coordenadores da campanha de Lula no estado do Rio de Janeiro, afirmou que não há uma integração entre a campanha de Lula e lideranças petistas fluminenses.
“Tá foda esse negócio, tá difícil de diálogo, porque não tem coordenação, não tem gente pra dialogar, a gente não consegue discutir política, aqui no Rio mesmo, eu tô fazendo pesquisa quantitativa, qualitativa direto, e eu não tenho com quem falar, porque não tem coordenação”, disse.
Quaquá diz que não tem sido ouvido pela campanha central do presidente e se dispôs a ajudar: “Quero dizer o seguinte, eu estou aqui no Rio de Janeiro, disposto a ajudar a campanha. Fui, entre aspas, posto coordenador da campanha, mas não há coordenação, qualquer relação com a coordenação nacional. Nós não somos ouvidos para nada”.



