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Brasil

Vereador que deu tapa na bunda de estagiária se desculpa: "Involuntário".

Político do PSDB do Rio Grande do Norte foi a público se desculpar. Vídeo flagrou momento do assédio dentro de uma Câmara Municipal

14/08/2026 13:13, atualizado 14/08/2026 13:16
Reprodução/Redes sociais e Câmara de Currais Novos-RN
Vereador Lucieldo da Silva (PSDB) acusdo de importunação sexual a estagiária - Metrópoles

O vereador Lucieldo da Silva (PSDB) é alvo de procedimento ético-disciplinar na Câmara de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, acusado de importunação sexual após assediar uma estagiária com um tapa no bumbum, dentro do órgão legislativo municipal.

Na sessão da Câmara na última terça-feira (11/8), o vereador pediu desculpas em público, diante de uma plateia cheia de mulheres que protestavam contra o assédio. Ele disse que a sua atitude foi “involuntária” e que não tinha intenção de desrespeitar ou causar constrangimento à estagiária.

O caso ocorreu em 30 de junho e a denúncia foi protocolada na Casa em 16 de julho. A abertura da comissão especial para analisar a denúncia foi aceita nesta semana, de forma unânime.

Lucieldo já havia sido indiciado pela Polícia Civil do estado e, se condenado, poderá pegar de um a cinco anos de prisão.

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Beijo, abraço e assédio

No vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver Lucieldo chegando em um recinto do órgão e cumprimentando a estagiária com um beijo e um abraço.

Depois, ele dá um tapa na bunda dela, enquanto cumprimenta uma outra mulher que também estava no local. Imediatamente após o ato, a estagiária coloca o dedo em riste na altura do rosto do político e manifesta sua desaprovação.

A outra mulher que presenciou o ato aponta para cima e diz que ele havia sido gravado pelas câmeras instaladas no local.

“[Gostaria de] pedir mais uma vez em público desculpas à servidora, se uma atitude minha, que foi involuntária e sem qualquer intenção de desrespeitá-la, causou-lhe constrangimento ou desconforto. Nós tínhamos uma relação de amizade, conversamos, brincamos.Jamais imaginei que um gesto involuntário pudesse ser interpretado dessa maneira”, defendeu-se.

“Quero deixar muito claro: nunca tive a intenção de assédio, constranger ou desrespeitar aquela servidora ou qualquer mulher que tenha nessa Casa ou em qualquer ambiente do seu trabalho ou da sua casa. Eu estou aqui há quase seis anos e nunca tive uma prática ou uma atitude dessa natureza. Nunca! Em nenhum lugar. Tô com 4.2, nunca aconteceu isso. Porque eu aprendi com meu pai o respeito”, concluiu o vereador.

Como será o trâmite

  • Agora, o presidente da Comissão Especial, Sebastião Cabral, deve iniciar os trabalhos em até cinco dias e notificar o vereador, entregando cópia da denúncia e dos documentos que a acompanham. Lucieldo terá então 10 dias para apresentar defesa prévia por escrito, indicar as provas que pretende produzir e apresentar até 10 testemunhas.
  • Depois da defesa, o vereador Mattson, relator da comissão, terá cinco dias para apresentar um primeiro parecer. Se o parlamentar recomendar o arquivamento da denúncia, a decisão será submetida ao plenário. Se ele entender que o processo deve continuar, começará então a fase de instrução, com depoimentos, testemunhas, diligências e demais atos considerados necessários.
  • O vereador denunciado deve ser comunicado dos atos com antecedência mínima de 72 horas e pode acompanhar as diligências e audiências, além de formular perguntas às testemunhas e apresentar requerimentos em defesa de seus interesses.
  • Concluída essa etapa, o denunciado terá mais cinco dias para apresentar suas razões por escrito. Em seguida, a Comissão Especial elaborará o parecer final, concluindo pela procedência ou improcedência da acusação, e solicitará ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão especial para julgamento.