Veja quando policiais prendem patroa acusada de torturar doméstica. Vídeo
O crime ocorreu em 17 de abril, quando a patroa resolveu “intimidar” a doméstica, grávida de 6 meses, sob a acusação de furto
atualizado
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A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Superintendência de Operações Integradas, da Diretoria de Inteligência e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, prendeu, nesta quinta-feira (7/5), no bairro São Cristóvão, zona leste de Teresina, a empresária Carolina Sthela, de 36 anos, suspeita de agredir uma doméstica, de 19 anos, que está grávida de 6 meses. Veja a prisão:
Contra ela havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
Segundo a denúncia, a jovem teria sofrido agressões físicas e ameaças de morte após ser acusada de furtar um anel da ex-patroa.
O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, Matheus Zanatta, informou que a prisão ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança do Maranhão e do Piauí.
“A Polícia Civil do Maranhão realizava o cumprimento de mandados judiciais em São Luís, incluindo o dessa empresária, mas ela não foi encontrada. Após contato com nossas equipes, levantamentos confirmaram que ela estava em Teresina, e conseguimos efetuar a prisão”, detalhou.
A empresária foi encaminhada à sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, onde permanece à disposição da Justiça.
Entenda o caso
O caso ocorreu no dia 17 de abril, após a patroa acusar a doméstica de ter roubado uma joia.
Ao Metrópoles, o delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, disse que a patroa, identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, obrigou a funcionária Samara Regina a se ajoelhar, enquanto a agredia com a ajuda de um comparsa, ainda não identificado.
“[Eles] começaram a arrastar a empregada pelos cabelos lá para o interior da casa. Eu colhi as declarações da vítima, e ela, em nenhum momento, vacila na narrativa dela”, detalhou Wanderley.
Patroa relatou agressão em áudios
Durante as investigações, a polícia encontrou áudios em que a patroa narra as agressões em um grupo de amigos no WhatsApp. Nas gravações, ela relata que contou com a ajuda de um amigo armado, que colocou a vítima de joelhos e inseriu a arma na boca da funcionária grávida.
“Ele puxou a bicha [arma] e botou na cabeça dela. Pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha (arma) e botou na boca dela”, relatou a patroa.
Após detalhar as agressões, Carolina Sthela ironizou: “A Carol dos velhos tempos voltou assim: florescendo. Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada”.
Em outro momento dos áudios, a patroa expressou: “Não era nem para [ela] ter saído viva”.
Ainda nas gravações, a investigada relata que uma viatura da PM chegou a abordá-los no dia do crime, mas que ela foi liberada por um policial que a conhecia. Segundo o relato da agressora, o policial a alertou: “Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas”.








