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Brasil

Veja imagens de obras sagradas do Peru apreendidas no Rio por venda ilegal.

Segundo o Ministério da Cultura do Peru, as obras são do patrimônio cultural do país e não podem ser retiradas do país sem autorização

30/09/2026 10:46, atualizado 30/09/2026 10:51
Divulgação/PF
Veja imagens de obras sagradas do Peru apreendidas no Rio por venda ilegal - Metrópoles

Imagens de obras sagradas do Peru apreendidas pela Polícia Federal (PF) no bairro do Alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, chamam a atenção ao exibir Cristo crucificado e a coroação da Virgem Maria. A apreensão ocorreu nesta quarta-feira (30/9) por comercialização ilegal de uma peça do patrimônio peruano em território brasileiro. Veja imagens:

Segundo a PF, a Operação Peabiru foi deflagrada após uma notificação da Polícia Nacional do Peru sobre a venda ilegal das pinturas “Magnífico Señor de los Temblores – Escuela Cusqueña, Siglo XVII” e “La Coronación de la Virgen por la Santísima Trinidad”.

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As pinturas haviam sido anunciadas em uma plataforma internacional de comércio de obras de arte. Segundo informações repassadas pelo Ministério da Cultura do Peru, a obra de Cristo crucificado é do tempo “vice-reinal peruano”, de “relevante valor histórico e artístico”.

Ainda conforme o órgão cultural do país, os materiais são reconhecidos como integrantes do Patrimônio Cultural da Nação Peruana e não poderiam ser retirados do território sem autorização estatal.

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Após a Polícia Nacional do Peru notificar a PF, investigadores brasileiros trabalharam em torno do caso. Após diligências, os federais identificaram elementos que vinculam a obra sagrada do Peru a uma empresa do Rio voltada a comércio de antiguidades.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no bairro do Alto da Boa Vista, onde policiais recolheram as obras sagradas peruanas.

Segundo a PF, documentos referentes a sua aquisição, procedência, transporte, importação, oferta e comercialização, bem como dispositivos eletrônicos dos investigados, foram apreendidos.

“São apurados, em tese, os crimes de receptação qualificada e contrabando, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais eventualmente relacionadas aos fatos. A investigação também considera os compromissos internacionais de proteção aos bens culturais decorrentes da Convenção da Unesco de 1970, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 72.312/1973”, informou a PF.

O nome da operação, “Peabiru”, faz referência ao Caminho do Peabiru, antiga rede de trilhas indígenas que atravessava parte da América do Sul e estabelecia conexões entre Brasil e Peru.