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Após o Partido dos Trabalhadores publicar em suas redes sociais imagens de um rosário que teria sido enviado pelo Papa Francisco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, o Vaticano manifestou-se nesta terça-feira (12/6), negando a versão da legenda.

Nesta segunda (11), a Polícia Federal do Paraná e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disseram não ter conhecimento sobre a honraria, como mostrou o Metrópoles. A PF afirmou ainda que não houve registro do recebimento de encomendar enviadas a Lula.

O terço entregue na carceragem da Polícia Federal, esclareceu o Vaticano, não era em nome do Papa Francisco, mas sim um presente pessoal do advogado argentino Juan Grabois. “Como tantos outros, é um terço abençoado e distribuído em inúmeras ocasiões. A visita era pessoal e não em nome do Papa”, afirma.

Lula tem recebido aconselhamento religioso às segundas-feiras e já teve visitas de figuras como Leonardo Boff e Frei Betto. A justificativa para impedir Grabois de ser o convidado da semana na cela de Lula foi por ele não ser consagrado sacerdote – e, portanto, não poderia dar orientação espiritual para o ex-presidente.

Em abril, as visitas de amigos, aliados e apoiadores de Lula foram proibidas pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal. A magistrada decidiu que, enquanto o ex-presidente estiver encarcerado na unidade policial onde começou a Operação Lava Jato, só serão permitidas visitas da família e dos advogados – regra da unidade para os demais presos.