Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Vale anuncia doação de R$100 mil por família atingida em Brumadinho

Empresa também continuará com pagamentos de royalties de mineração para o município e vai instalar membrana de contenção da lama tóxica

28/01/2019 19:13, atualizado 28/01/2019 19:22
Igo Estrela/Metrópoles
Vale anuncia doação de R$100 mil por família atingida em Brumadinho

O diretor-executivo de finanças e relações com investidores da mineradora Vale, Luciano Siani, anunciou nesta segunda-feira (26/1) que a empresa fará uma doação imediata de R$ 100 mil para cada família de pessoas desaparecidas ou de vítimas da tragédia que se seguiu ao rompimento da barragem da Mina Feijão, em Brumadinho (MG).

De acordo com o diretor, não se trata de indenização, mas de uma doação para garantir o sustento das famílias de imediato. “A doação começa imediatamente. É uma forma de garantir um alívio para famílias que, muitas delas, dependem seu ganha-pão da empresa”, destacou. “O objetivo é minorar as incertezas dos chefes de família que perderam seu ganha-pão”, disse.

A empresa também anunciou a contratação de um equipe de psicólogos especialistas em tragédias, do Hospital Albert Einstein, para auxílio das famílias de vítimas.

Royalties
A Vale, de acordo com Siani, também tomou a decisão de continuar pagando para o município de Brumadinho a integridade dos royalties da mineração, apesar das atividades estarem suspensas na região. De acordo com informações da empresa, em 2018, a Vale pagou cerca de R$ 140 milhões pra a prefeitura da cidade a título de royalties.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O município de Brumadinho não vai perder a arrecadação dos royalties por conta do que aconteceu”, disse o diretor em entrevista coletiva.

Outra medida anunciada pela empresa é a instalação de uma membrana de contenção no Rio Paraopebas, próximo ao município de Pará de Minas. Os técnicos da empresa acreditam que esta membrana será suficiente para conter a lama que avança a cerca de um quilômetro por hora e já avançou 55 quilômetros desde o local onde ocorreu o rompimento.