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Brasil

Um em cada mil brasileiros vive em situação de rua, diz ministério

Pesquisa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania traça perfil da população em situação de rua

14/09/2023 22:27, atualizado 14/09/2023 22:57
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Fábio Vieira/ Metrópoles
Tradicional bairro de classe média alta, Mooca teve um aumento expressivo de pessoas de situação de rua nos últimos dois anos

Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, divulgado nesta quinta-feira (14/9), mostra que um em cada mil brasileiros vive em situação de rua no Brasil.

Os dados fazem parte do relatório “População em situação de rua: diagnóstico com base nos dados e informações disponíveis em registro administrativo e sistemas do Governo Federal”. A pesquisa apresentou uma análise da população em situação de rua com base no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica.

Em 2022, havia 236.400 pessoas em situação de rua inscritas no CadÚnico. A Região Sudeste concentrava a maior porcentagem, com 62%. O estado de São Paulo registrou a maior população sem moradia, com 95.195 nessa situação.

O levantamento mostra que, até dezembro do ano passado, 3.354 dos municípios brasileiros, ou seja 64% do total de cidades do Brasil, tinham ao menos uma pessoa em situação de rua.

O perfil majoritário da população de rua é de homens adultos. Do total de pessoas em situação de rua, 55% são pardos e 14% negros.

“A perda de moradia precisa ser enfrentada com uma política habitacional robusta e equitativa. A existência de locais para dormir, como albergues, abrigos e casas de passagem, influencia tanto no local de pernoite quanto no acesso a outros serviços e políticas públicas, quando estruturado de forma integrada e intersetorial”, indica trecho do documento lançado nesta quinta.

O estudo mostra, ainda, que 90% da população de rua sabem ler e escrever e 68% já tiveram emprego com carteira assinada.

Os principais motivos apontados para a situação de rua foram problemas familiares (44%), seguidos de desemprego (39%), alcoolismo e/ou uso de drogas (29%) e perda de moradia (23%).

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