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Brasil

Ucrânia convida Lula a visitar Kiev para entender realidade da guerra

Porta-voz da diplomacia ucraniana reagiu às declarações recentes de Lula um dia após a visita do chanceler da Rússia a Brasília

18/04/2023 08:05, atualizado 18/04/2023 09:07
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Spencer Platt/Getty Images
capital da Ucrania, kiev destruída pela guerra - metropoles

O governo da Ucrânia reforçou o convite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que visite Kiev com o objetivo de “entender as reais causas” da guerra e a “essência da agressão russa”. A proposta, divulgada nesta terça-feira (18/4) pelo porta-voz da diplomacia ucraniana, Oleg Nikolenko, ocorre um dia após a visita do chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, a Brasília.

O representante do governo de Vladmir Putin foi recebido por Lula no Palácio da Alvorada. A visita ocorre em meio às propostas do mandatário brasileiro para mediar uma negociação de paz para o conflito no Leste Europeu. No último domingo (16), Lula acusou forças ocidentais de “prolongarem o conflito”.

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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia
Em coletiva ao lado de Lavrov, Vieira criticou sanções à Rússia e defendeu paz duradoura
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
Sergey Lavrov, chanceler da Rússia, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
Lavrov defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Mauro Vieira e Sergey Lavrov chegam para coletiva no Itamaraty
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Mauro Vieira e Sergey Lavrov chegam para coletiva no Itamaraty

Hugo Barreto/Metrópoles
Sergey Lavrov, chanceler da Rússia
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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia

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Em coletiva ao lado de Lavrov, Vieira criticou sanções à Rússia e defendeu paz duradoura
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Em coletiva ao lado de Lavrov, Vieira criticou sanções à Rússia e defendeu paz duradoura

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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil

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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil

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Lavrov defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU
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Lavrov defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU

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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
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Sergey Lavrov, chanceler da Rússia, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil

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“Confirmem o convite de Luiz Inácio Lula da Silva para visitar a Ucrânia, para entender as reais causas e essência da agressão russa e suas consequências para a segurança global”, escreveu Nikolenko.

“A Ucrânia está assistindo com interesse os esforços do presidente do Brasil para encontrar uma solução para acabar com a guerra. Ao mesmo tempo, [assistimos] a abordagem pela qual a vítima e o agressor são tratados na mesma escala de pesos, e os países que ajudam a Ucrânia a defender-se contra a agressão mortal são acusados de incentivar a guerra”, prosseguiu.

O diplomata ucraniano frisou, na postagem, que a “Ucrânia não precisa ser convencida de nada”. “A guerra é travada em solo ucraniano, e causa sofrimento e destruição indescritíveis”.

“Mais do que ninguém no mundo, nos esforçamos para acabar com a agressão russa com base na Fórmula da Paz proposta pelo Presidente Zelensky”, declarou.

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Itamaraty rechaça declaração dos EUA sobre Brasil “papaguear” propaganda russa

Visita da Rússia

O ministro de Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, foi recebido no Palácio Itamaraty nessa segunda-feira (17/4) para a primeira reunião bilateral de uma agenda extensa com o governo brasileiro. Após a agenda, o representante do Kremlin discursou em russo à imprensa, e defendeu que os dois países “têm visões similares sobre os acontecimentos globais”.

Horas antes, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, acusou o Brasil de “papaguear propaganda russa e chinesa” sobre a guerra na Ucrânia.

A declaração ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante agenda na China e nos Emirados Árabes, acusar os Estados Unidos e a Europa de prolongarem a guerra na Ucrânia, que já dura mais de um ano.

Segundo Kirby, a fala de Lula é “profundamente problemática” e os Estados Unidos não têm “nenhuma objeção a qualquer país que queira tentar pôr fim à guerra”.