
TSE autoriza Anthony Garotinho a retornar campanha eleitoral
Decisão é provisória e vale até que candidatura de Garotinho seja julgada pela corte eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta sexta-feira (28/8), em caráter liminar, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a retornar à campanha ao Palácio das Laranjeiras. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) tinha restringido a campanha do candidato pelo entendimento de que ele permanece com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação definitiva por improbidade administrativa.
Na decisão, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, reconheceu o risco de danos irreversíveis para a campanha eleitoral ao retirar o direito do uso de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e a participação no horário eleitoral gratuito.
Como o registro de candidatura de Garorinho ainda está pendente de julgamento, o ministro argumentou que há justificativa para a suspensão dos direitos de campanha até que haja uma decisão sobre a suposta inelegibilidade do ex-governador.
“Presente controvérsia jurídica minimamente plausível ao menos nesse juízo prévio, não há falar em candidato sabidamente não elegível nem em situação flagrante que justifique a adoção de tão drásticas medidas de interdição da campanha”, disse.

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Ver todasApós a decisão, Garotinho disse que a campanha vai seguir normalmente após a decisão do TSE. “Eu disse desde o primeiro momento que confiava na Justiça e que continuaria candidato. Hoje, o TSE restabeleceu o direito de nossa campanha seguir em igualdade de condições. Não quero transformar uma decisão judicial em palanque. Quero voltar a discutir aquilo que realmente importa: segurança, saúde, emprego e o futuro do povo do Rio de Janeiro”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA condenação de Anthony Garotinho por improbidade administrativa está relacionada ao projeto Saúde em Movimento, que previa a prestação de serviços de saúde por meio de organizações não governamentais contratadas pelo governo do Rio de Janeiro entre 2005 e 2006.
As irregularidades analisadas pela Justiça envolvem contratos firmados pela Secretaria Estadual de Saúde durante o governo de Rosinha Garotinho. Naquele período, Anthony Garotinho ocupava o cargo de secretário de Estado de Governo.
Ao final do processo, a Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos, além do ressarcimento solidário de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos e do pagamento de multa de R$ 500 mil.



