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Brasil

Tropas já patrulham ruas do Rio e entorno do Palácio Guanabara

Sede do governo estadual fluminense recepciona, neste momento, uma reunião com o presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão

17/02/2018 12:45, atualizado 17/02/2018 13:15
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Agencia Estado
Tropas já patrulham ruas do Rio e entorno do Palácio Guanabara

Um dia após a publicação do decreto que determina a intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, tropas das Forças Armadas já foram vistas fazendo policiamento na capital. Homens do Exército reforçam a vigilância ao lado do Palácio Guanabara, enquanto três militares foram vistos a pé no entorno do Aterro do Flamengo, zona sul. Um caminhão e outros militares foram vistos na Praia de Botafogo, também na zona sul.

O Palácio Guanabara, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, é a sede do governo estadual fluminense. No local está ocorrendo uma reunião com o presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), ao lado dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também marcou presença.

A intervenção federal começou na sexta-feira (16/2) e seguirá até 31 de dezembro. É a primeira vez, desde a promulgação da Constituição de 1988, que o Congresso se debruçará sobre pedido de intervenção federal em um estado. Temer designou o general do Exército Walter Sousa Braga Netto, comandante do Comando Militar do Leste (CML), como interventor. Braga Netto terá o controle sobre a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. A medida é restrita à área de Segurança.

Já em frente ao Palácio Guanabara, um grupo de cerca de 20 pessoas aprovadas em concursos para a Polícia Militar (PM) e para o Corpo de Bombeiros aproveitou a presença das autoridades no local para protestar. Os manifestantes não chegaram a fechar a rua, mas carregam faixas com frases como “Chega de enganação, queremos nossa convocação”. Eles representam cerca de 4 mil aprovados em concursos passados que não foram convocados por causa da crise fiscal do governo do Rio.

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