TRF-2 nega pedido de liberdade de mulher de acusado de matar Marielle

Presa domingo (18/7), acusada de tráfico de armas, Elaine é casada com Ronnie Lessa, apontado como um dos executores da vereadora

atualizado 20/07/2021 19:26

Elaine LessaReprodução/Internet

Rio de Janeiro – O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou o pedido de liberdade da defesa de Elaine Lessa, acusada de tráfico internacional de armas. Ela é mulher do PM reformado Ronnie Lessa, apontado como um dos responsáveis pela morte da vereadora Marielle Franco (PSol) e de seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Elaine está presa desde domingo (18/7), por ter sido denunciada com o marido por tráfico internacional de armas. “Elaine e Ronnie Lessa agiram conjuntamente para obstruir a investigação em curso na Justiça estadual, sobre as atividades da organização criminosa que ambos integrariam”, afirmou o desembargador Marcello Granado.

Lessa e Elaine já foram condenados em outro processo a quatro anos de prisão por desaparecerem com armas, entre elas uma submetralhadora, que teria sido usada na emboscada contra Marielle e Anderson.

Ela havia, inclusive, deixado a prisão na sexta-feira (16/7), dois dias antes de ser presa novamente. Elaine havia sido beneficiada por decisão judicial que permitiu a conclusão da pena com medidas socioeducativas, como a prestação de serviços comunitários.

Tráfico internacional de armas

Segundo o Ministério Público Federal, uma apreensão da Receita Federal relaciona o casal ao crime de tráfico internacional de armas.

Em 2017, a receita apreendeu no Aeroporto Internacional do Galeão, na zona norte do Rio, 16 quebra-chamas que podem ser adaptados em fuzis. As peças mencionadas são usadas para reduzir o clarão provocado no momento do disparo e, por essa razão, acabam sendo úteis em ações noturnas de forças militares.

A encomenda era para ser entregue no endereço da academia de ginástica Supernova, situada na comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste, e controlada pela milícia, de acordo com dados da investigação. Ronnie e Elaine eram sócios do estabelecimento.

Últimas notícias