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Brasil

Tragédia no RS: mutirão de castração de pets resgatados acaba no MP

Conselho de Medicina Veterinária critica mutirão de castração de pets resgatados no RS, e Confederação de Proteção Animal faz denúncia ao MP

18/05/2024 18:11
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IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
Tragédia no RS: mutirão de castração de pets resgatados acaba no MP

Mutirões de castração de pets resgatados na tragédia do Rio Grande do Sul viraram objeto de troca de acusações entre entidades e acabaram chegando ao Ministério Público. A Confederação Brasileira de Proteção Animal acusa o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) de “constranger e ameaçar veladamente profissionais voluntários” que fazem castração de animais resgatados das enchentes no Sul, endurecendo normas e criando “regras impossíveis de atuação”.

Com a tragédia, milhares de pessoas e animais no Rio Grande do Sul perderam as casas e tiveram de ir para abrigos. Nos locais destinados aos pets, há superlotação e preocupação com a reprodução descontrolada. Porém, nos últimos dias, o CFMV publicou uma nota que reconhece essa condição, mas alerta que “mutirões de castração podem representar riscos significativos para os animais”.

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Abrigo temporário para os animais resgatados após as enchentes causadas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul
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Cachorro em abrigo no RS
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Na última quinta-feira (9/5), o governo anunciou a antecipação de pagamentos do Bolsa Família, auxílio-gás e da restituição do Imposto de Renda para moradores do estado
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Abrigo temporário para os animais resgatados após as enchentes causadas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul
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Na última quinta-feira (9/5), o governo anunciou a antecipação de pagamentos do Bolsa Família, auxílio-gás e da restituição do Imposto de Renda para moradores do estado
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Na última quinta-feira (9/5), o governo anunciou a antecipação de pagamentos do Bolsa Família, auxílio-gás e da restituição do Imposto de Renda para moradores do estado

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Mais de 500 mil pessoas seguem desalojadas e mais de 80 mil estão em abrigos
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O Conselho Federal de Medicina Veterinária argumenta, por exemplo, que condições de higiene e segurança em meio a uma crise podem ser comprometidas, que cada animal pode apresentar condições de saúde pré-existentes, que aumentam o risco de complicações durante a cirurgia e que, inclusive em situações de desastres em massa, “é fundamental obter o consentimento informado do responsável legal pelo animal antes de realizar qualquer intervenção cirúrgica.

“Neste momento, muitos dos tutores não tiveram condições de resgatar seus animais nos abrigos; portanto, não tem condição de autorizar procedimentos eletivos como o da castração. Neste cenário, existe ainda uma insegurança jurídica aos profissionais que estão na linha de frente, caso participem de iniciativas para além daquelas prioritárias e essenciais à preservação da vida e do bem-estar dos animais nesta condição provisória”, destaca a nota do CFMV.

Já a Confederação Brasileira de Proteção Animal alega que o Conselho, “ao invés de ajudar, vem dificultar, constranger e ameaçar”. “A entidade dos animais protocolou na tarde deste sábado (18/5) denúncia no MP do RS, MP Federal e Defensoria Pública da União (DPU), onde já tramita processo da Confederação dos Animais exigindo regras claras e razoáveis na resolução que trata do atendimento veterinário móvel, considerado uma necessidade dos municípios e regiões carentes ou em situação de emergência”, rebate a Confederação.

Também foi divulgada uma nota de repúdio ao CFMV, pedindo urgência para análise do caso. A presidente da entidade, Carolina Mourão, avalia ser necessária uma flexibilização das regras em nome dos atingidos e da urgência máxima em castrar esses animais.

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