Tragédia em Capitólio: prefeito admite falta de estudo de risco
Polícia Civil, Bombeiros e Defesa Civil mineiros afirmam ser necessário esperar as investigações antes de atribuir responsabilidade
atualizado
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Após parte de um cânion ter desabado no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), e provocado pelo menos 10 mortes, a discussão sobre as prevenções que não foram tomadas para evitar o risco a visitantes no local continua sem resposta.
A Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura responsabilizam a Marinha do Brasil sobre a fiscalização dos cuidados na exploração turística da área e esses órgãos, juntamente com a Defesa Civil, afirmam que é preciso esperar a conclusão das investigações.
O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (PP-MG), admitiu, em entrevista à Globo News, que não existia nenhum acompanhamento geológico no ponto turístico.
“Estamos fazendo um trabalho desde o ano passado sobre trombas d’água, para mobilizar os empresários, os turistas, para que ficassem atentos a elas. Queda de paredão nunca tivemos. É uma injustiça querer cobrar isso. Foi uma fatalidade ” disse o prefeito.
Cristiano Silva afirmou também que não existe uma norma que proíba as lanchas de estarem próximas do paredão e acrescentou que não é permitido que os barcos atraquem no cânion, para possibilitar a entrada de banhistas na água.
A Marinha declarou no sábado (8/1) que seria aberto um inquérito para apurar as responsabilidades sobre a tragédia.






