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Brasil

Traficante foi executado após matar crianças por roubo de passarinhos

Gerente do tráfico em Belford Roxo teve autorização para matar meninos, mas acabou executado pelos próprios comparsas em queima de arquivo

10/09/2021 10:49, atualizado 10/09/2021 10:51
Reprodução
Lucas Matheus, de 8 anos, o primo dele Alexandre da Silva, de 10, e Fernando Henrique, de 11, desaparecidos em 27 de dezembro de 2020, em Belford Roxo

Rio de Janeiro – Três crianças são acusadas por um suposto roubo de passarinhos em uma comunidade dominada por traficantes na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Como retaliação, um gerente do tráfico pede autorização ao chefe, encarcerado no sistema prisional, para matar os meninos.

O aval para os assassinatos é concedido. Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, são vistos pela última vez em uma feira livre no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, em dezembro de 2020.

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Meninos de Belford Roxo estão desaparecidos há mais de nove meses
Bombeiros buscam restos mortais dos meninos desaparecidos em Belford Roxo
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Buscas pelos restos mortais dos meninos desaparecido em Belford Roxo
Buscas pelos restos mortais dos meninos de Belford Roxo
Wiler Castro da Silva, o “Stala”, gerente do tráfico na favela do Castelar
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Wiler Castro da Silva, o “Stala”, gerente do tráfico na favela do Castelar

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Buscas pelos restos mortais dos meninos de Belford Roxo
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Buscas pelos restos mortais dos meninos de Belford Roxo

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Diante do cerco policial para localizar os três garotos desaparecidos, o traficante que pediu autorização para matar os meninos acaba executado por seus próprios comparsas.

Para a Polícia do Rio de Janeiro, a sequência de acontecimentos descrita acima resume a história do desaparecimento após meses de investigação. 

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De acordo com reportagem do jornal Extra, o gerente do tráfico da favela do Castelar, em Belford Roxo, que pediu autorização para matar os três meninos é Wiler Castro da Silva, o Estala, de 25 anos.

“Essa chefia do Castelar foi chamada no Complexo da Penha e morta exatamente por ter cometido os homicídios. Essa organização criminosa, que enfrenta o Estado e não tem limites éticos, mesmo no crime, é a que pratica atrocidades”, disse o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowsk, em entrevista à rádio Tupi.

A investigação também identificou outros traficantes associados às mortes das crianças.

Os corpos dos três meninos jamais foram localizados.