Tio Paulo: sobrinha pede laudo psiquiátrico a perito do caso Adélio
O pedido dos advogados é para que o médico avalie a saúde mental da ré, com a possibilidade de atestar sua inimputabilidade penal
atualizado
Compartilhar notícia

Érika de Souza Vieira Nunes, sobrinha de Paulo Roberto Braga, o Tio Paulo, e ré por levá-lo já morto a uma agência bancária no Rio de Janeiro, em abril de 2024, pediu à Justiça para ser submetida a uma avaliação psiquiátrica. O objetivo é verificar a existência de um possível quadro de insanidade mental.
A defesa contratou o psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro para realizar o exame. O especialista já elaborou laudos em casos de grande repercussão, como o de Adélio Bispo, autor da facada no então candidato Jair Bolsonaro (PL), em 2018.
O pedido dos advogados é para que o médico avalie a saúde mental da ré, com a possibilidade de atestar sua inimputabilidade penal. O psiquiatra não cobrará honorários pelo serviço — assim como ocorreu no caso de Adélio, quando concluiu que o réu apresentava um quadro de insanidade mental.
Hewdy já foi arrolado como testemunha de defesa de Érika para a fase final do processo. No entanto, essa etapa foi interrompida em março deste ano, após Érika tentar se matar com lençol em uma clínica na zona oeste do Rio de Janeiro.
O psiquiatra informou ao juízo que, caso o pedido seja aceito, fará uma análise detalhada com base em 31 pontos para verificar a existência — ou não — de insanidade mental.
Se houver a confirmação do quadro, Érika poderá ser considerada inimputável, o que suspenderia sua punibilidade e poderia levar à adoção de medidas alternativas, como a internação compulsória.
A ré responde a processo criminal pelo episódio em que levou o tio morto a uma agência bancária para tentar sacar R$ 17 mil. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Veja o vídeo do caso:
Além de Adélio, Hewdy também realizou laudos para a ex-deputada federal Flordelis, condenada pelo assassinato do marido; para Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais em 2002, em um bairro nobre de São Paulo; e para a mãe e o irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, acusados de causar a morte dela por overdose de cetamina, em maio do ano passado.
Relembre
No vídeo, é possível ver Érika insistindo para que o tio assine o documento. Em determinado momento, a mulher simula conversar com ele. “Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer, eu faço”, diz.
Durante o atendimento, a mulher ainda reclama do tio, que estaria lhe dando “dor de cabeça”. “Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais”, acrescenta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou que o homem estava morto.
Na delegacia, Érika afirmou aos policiais ser cuidadora do homem, que seria tio dela. Nas imagens gravadas pelos funcionários do banco, ela aparece segurando a cabeça de Paulo.




