“Terá todo nosso apoio”, diz Alckmin sobre medidas fiscais de Haddad

O vice-presidente defendeu as medidas de Haddad após a crise decorrente do aumento nas alíquotas do IOF

atualizado

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Imagem colorida do Vice-presidente Geraldo Alckmin, durante reunião Os ministros de Indústria e Comércio do Brics no Palácio do Itamaraty, em Brasília - Metrópoles 1
1 de 1 Imagem colorida do Vice-presidente Geraldo Alckmin, durante reunião Os ministros de Indústria e Comércio do Brics no Palácio do Itamaraty, em Brasília - Metrópoles 1 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (26/5) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “terá todo o apoio” do governo em medidas que busquem alcançar a meta fiscal. A defesa ocorre após o episódio do aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) — tributo que incide sobre operações de crédito, câmbio e seguro — que desgastou o titular da pasta.

“Haddad terá todo o nosso apoio, integral, para a gente fazer tudo que precisar fazer, os contingenciamentos, o esforço fiscal para não ter déficit”, disse o vice-presidente na abertura do Fórum Nova Indústria Brasil, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em seguida, o vice-presidente lembrou que em 2020 o país registrou um déficit primário de R$ 703 bilhões, o que correspondia a 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB). À época resultado foi atribuído à pandemia de Covid-19.

“O Brasil tinha um PIB de R$ 8,5 trilhões. Não pagou 1 centavo de dívida e gastou quase R$ 800 bilhões a mais do que arrecadou. Quase 10% de déficit primário. Qual a desculpa? Covid. Covid teve no mundo inteiro. Quanto teve de déficit primário o México? Meio porcento em 2020”, acrescentou o vice-presidente.

No ano passado, o déficit foi de R$ 43 bilhões, o equivalente a 0,36% do PIB. A meta fiscal para 2025 é de déficit zero — equilíbrio entre despesas e receitas —, com banda (intervalo de tolerância) que permite um déficit de até R$ 31 bilhões. Isso porque o arcabouço fiscal permite um rombo de até 0,25% do PIB. Na semana passada, a equipe econômica do governo anunciou um contingenciamento de R$ 31,3 bilhões para cumprir a meta.

Alckmin finalizou o discurso dizendo que a perspectiva é de crescimento na economia para este ano. “Se Deus quiser, vamos ter um ótimo ano. A safra agrícola recorde. O dólar que estava em R$ 6,20, baixou para R$ 5,70. É só cair a taxa de juros que a economia vai crescer”, destacou.

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