Mercadante defende Haddad, mas diz que IOF dificulta crédito

Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o IOF gera arrecadação, enquanto a Selic gera dívida

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Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (26/5) que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo que incide sobre operações de crédito, câmbio e seguro, dificulta o crédito.

Ele ainda fez críticas ao atual patamar da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano, e cobrou corte da taxa, de responsabilidade do Banco Central (BC).

“Temos impacto de IOF dessa medida recente, mas nós já tivemos IOF muito mais alto que esse que está aí. E o IOF tem uma função de contração monetária, porque aumenta o custo do crédito. Mas a Selic gera dívida, e o IOF gera receita, diminui o problema da relação dívida/PIB na sustentabilidade”, afirmou Mercadante, em discurso de abertura do evento em comemoração do Dia da Indústria, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Ele defendeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que ele precisa ser defendido para não ficar sozinho. “O ministro Haddad tem que entregar arcabouço fiscal”, justificou Mercadante.

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Mercadante foi coordenador do plano de governo de Lula nas eleições de 2022
Lula indicou Mercadante para a presidência do BNDES
Mercadante também participou da transição para o governo Lula
Simon Tebet durante coletiva GT de Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Presidente Lula com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues
Aloizio Mercadante e Fernando Haddad
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Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Mercadante foi coordenador do plano de governo de Lula nas eleições de 2022
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Lula indicou Mercadante para a presidência do BNDES
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E afirmou que é possível buscar mais formas de arrecadação, sugerindo mais impostos sobre as bets. “Não é fácil arrecadar bets, mas a gente poderia, com isso, diminuir, por exemplo, o impacto do IOF e criar alternativas”.

Sobre a Selic, o presidente do BNDES disse que o avanço do banco público se deu “enfrentando essa taxa Selic, que é um ponto fora da curva sob qual perspectiva” e pediu que o BC entre no diálogo econômico.

“Essa medida [a alta do IOF] é restritiva de crédito. Então, vamos baixar a Selic, tem espaço para fazer de forma gradual, segura e sustentável”, completou.

Entenda o contexto

  • Na semana passada, a equipe econômica anunciou altas de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a fim de ampliar a base arrecadatória e equilibrar as contas públicas.
  • Ante a repercussão negativa no mercado financeiro, o governo decidiu revogar parte das mudanças apenas poucas horas após o anúncio.
  • O primeiro recuo diz respeito às aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior.
  • O segundo ponto refere-se à cobrança de IOF sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas.
  • Seguem em vigor os demais trechos, como as altas nas alíquotas de compra de moeda estrangeira e altas nos créditos para empresas e microempreendedores individuais (MEIs).
  • A estimativa inicial com as medidas relacionadas ao IOF era de R$ 20,5 bilhões em 2025, mas a equipe econômica refaz os cálculos após o recuo na noite de quinta-feira (22/5), quando parte das elevações foi suprimida.

Elogios a Haddad

No início da fala, Mercadante elogiou o ministro da Fazenda e disse que ele vai continuar recebendo “todo apoio”.

“Queria saudar meu companheiro, esse grande ministro da Fazenda Fernando Haddad. Tem uma responsabilidade imensa, uma visão estratégica e um compromisso com os valores republicanos e com o bem público e não tem poupado esforços pessoais. E nós temos dado todo apoio, vai continuar assim. Força e ‘tamo junto’, Haddad”, disse.

Em seguida, Mercadante ressaltou que algumas tarefas não são só do titular da Fazenda. “O Parlamento, a sociedade, os empresários precisam ajudar a construir soluções, porque nós temos um desafio fiscal muito importante para o Brasil”, destacou.

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