Temer sobre missão no Líbano: “Tenho ótimas relações com governo local”

Beirute enfrenta momento de reconstrução depois que uma explosão de grandes proporções que destruiu boa parte de sua região portuária

atualizado 10/08/2020 18:48

Daniel Ferreira/Metrópoles

O ex-presidente Michel Temer (MDB), filho de libaneses, e convidado no último domingo (9/8), pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para chefiar a missão humanitária do Brasil em Beirute, afirmou, nesta segunda-feira (10/8), em entrevista à CNN que o Brasil está empenhado: “O Governo está empenhado em ajudar, no que eu puder colaborar, com as relações que lá tenho, eu colaborarei”, afirmou Temer.

“Estive duas vezes no Líbano e tenho as melhores relações com as autoridades locais”, acrescentou o ex-presidente.

Beirute, a capital do Líbano, enfrenta um momento de reconstrução depois que uma explosão de grandes proporções destruiu boa parte de sua região portuária, na última terça-feira (4/8).

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ainda que o Brasil irá enviar medicamentos, insumos médicos e alimentos ao Líbano, além de uma equipe de perícia para ajudar nas investigações sobre o incidente na capital libanesa.

Para Temer, a missão humanitária do Brasil no Líbano pode buscar, além do transporte de remédios e alimentos, a pacificação política do país. Desde sábado, uma série de protestos tomou conta da capital e levou à renúncia do primeiro-ministro.

Proximidade com Jair Bolsonaro

Quando questionado sobre a relação com o presidente da República, Michel Temer afirmou: “Eu jamais critiquei o governo de Jair Bolsonaro e ele também não criticou o nosso governo”.

Temer ainda afirmou que foi um “gesto muito civilizado”, por parte de Bolsonaro em convida-lo para chefiar a missão humanitária do Brasil em Beirute.

Defesa pede autorização para a viagem

Por conta de ser réu em duas ações penais que tramitam na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Ambas se referem a fatos apurados na Operação Descontaminação, desdobramento das Operações Radioatividade e Pripyat deflagrada em março de 2019, a defesa do ex-presidente Michel Temer informou que já tem pronta uma petição que será apresentada ao  juiz Marcelo Bretas, com pedido de autorização para que ele possa viajar ao Líbano.

O pedido será protocolado assim que for expedido o decreto presidencial, que irá formalizar a nomeação já anunciada pelo Presidente da República.

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