TCU adia decisão sobre investigar férias de R$ 2,4 mi de Bolsonaro

Relator do pedido, o ministro Raimundo Carreiro pediu mais tempo "para examinar de modo mais aprofundado a matéria", sem prever nova data

atualizado 19/05/2021 17:53

bolsonaro na praiaReprodução/Facebook

O ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu mais tempo para decidir se irá investigar os gastos de R$ 2,4 milhões gastos nas férias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no fim de 2020, entre 18 de dezembro e 5 de janeiro, para São Paulo e Santa Catarina.

No início de abril deste ano, Lucas Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), pediu que a Corte investigasse a quantia gasta.

Na representação, Furtado diz que os valores são “assombrosos” e pede por detalhamentos. Ele ainda cita o agravamento da pandemia no país e a necessidade de corte de gastos públicos.

Relator do pedido, o ministro Raimundo Carreiro liberou o debate para pauta nesta quarta-feira (19/5). No entanto, à tarde, durante sessão semipresencial da Corte, Carreiro disse que iria retirar o texto “para examinar de modo mais aprofundado a matéria”, sem prever nova data para apresentar o voto aos colegas.

No legislativo

As férias de Bolsonaro também são alvo de acompanhamento na Câmara dos Deputados. O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou, em 20 de abril, que a pandemia da Covid-19 e a segurança presidencial foram responsáveis por aumentar os gastos.

“Alguns ficaram mais acima do que o normal, e há explicação clara para isso. O primeiro ponto é a Covid-19: todos os seguranças dividem quarto. Com a Covid, estão proibidos, e cada um está ficando em um quarto individualmente. Isso aumentou os gastos com hospedagem”, pontuou Rosário, em audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

“Temos uma característica específica do presidente Bolsonaro que é o nível de exposição a risco que o presidente tem. Cada presidente é levantado para um nível de risco, e não há dúvidas de que o presidente está em um nível mais alto de risco. Não tem ameaça de morte. Ele já teve efetivamente uma tentativa de assassinato, o que levanta um ponto específico de segurança maior, o que exige uma quantidade de segurança maior de outros presidentes”, acrescentou.

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