Ministro da CGU diz que Covid-19 elevou gastos das férias de Bolsonaro

Descanso do presidente entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano custou aos cofres públicos R$ 2,4 milhões

atualizado 20/04/2021 11:47

Wagner Rosario_CGU

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou, nesta terça-feira (20/4), que a pandemia da Covid-19 e a segurança presidencial foram responsáveis por aumentar os gastos das férias do mandatário do país, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Alguns gastos ficaram mais acima do que o normal, e há explicação clara para isso. O primeiro ponto é a Covid-19: todos os seguranças dividem quarto. Com a Covid, estão proibidos, e cada um está ficando em um quarto individualmente. Isso aumentou os gastos com hospedagem”, pontuou Rosário, em audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“Temos uma característica específica do presidente Bolsonaro que é o nível de exposição a risco que o presidente tem. Cada presidente é levantado para um nível de risco, e não há dúvidas de que o presidente está em um nível mais alto de risco. Não tem ameaça de morte. Ele já teve efetivamente uma tentativa de assassinato, o que levanta um ponto específico de segurança maior, o que exige uma quantidade de segurança maior de outros presidentes”, acrescentou.

O ministro destacou que todos os gastos realizados com o cartão corporativo são “extremamente acompanhados” e que o Tribunal de Contas da União (TCU) realiza auditorias com frequência. “Inclusive, o processo dessa viagem está para fechamento de prestação de contas ainda no prazo. Todos os documentos estão lá comprovando os gastos”, frisou.

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O titular do Planalto tirou férias de 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano. O mandatário esteve no Guarujá, São Paulo, e em São Francisco do Sul, Santa Catarina. De acordo com levantamento do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), as férias do presidente custaram aos cofres públicos R$ 2,4 milhões.

Do total desembolsado, cerca de R$ 1,2 milhão foi gasto com o cartão corporativo do governo federal, R$ 1,05 milhão bancou combustível e manutenção de aeronaves, e um total de R$ 202 mil arcou com diárias da equipe de segurança presidencial.

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