Tarifaço dos EUA não atingirá pequenos e médios produtores, diz Lula

Presidente enfatizou que fundo ajudará pequenos e médios produtores do Norte afetados pela tarifa de 50% dos EUA

atualizado

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Presidente Lula durante a cerimônia de entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira Metrópoles 9
1 de 1 Presidente Lula durante a cerimônia de entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira Metrópoles 9 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pequenos e médios produtores da região Norte, que tiveram mercadorias afetadas pela tarifa de 50% aplicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não serão prejudicados. A declaração ocorreu em entrevista à Rede Amazônica, veiculada na manhã desta terça-feira (9/9).

“Nenhum pequeno produtor de açaí, de mel, de castanha, ninguém vai ser prejudicado porque o governo não vai permitir que pequenos e médios produtores sejam prejudicados. Nós já criamos um fundo para ajudar a financiar quem possivelmente tem problema”, disse o petista.

A sobretaxa, que entrou em vigor em agosto, atingiu itens produzidos na região amazônica, como açaí, castanhas, cacau, mel e pescados. O presidente assegurou que o governo buscará outros mercados como alternativa ao tarifaço. Além disso, poderá comprar alimentos destinados à merenda escolar.

“Se for necessário, o governo assume a responsabilidade de não permitir que os nossos pequenos e médios produtores sofram com a irresponsabilidade da taxação”, frisou.

Ao longo da entrevista, o chefe do Planalto também falou sobre o combate ao crime organizado. Nesta terça-feira (9/9), Lula vai inaugurar um Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus (AM). A unidade contará com a colaboração da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, além de forças de segurança dos estados e países que compõem a Amazônia Legal.

“Tem muita gente envolvida [no crime organizado]. Por isso estamos montando um Centro de Investigação na Amazônia para que a gente possa, numa combinação com outros países e com nossos governadores, ser mais agressivo no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e mais agressivo para proteger nossa floresta. Não vai cortar madeira quem não tiver autorização e não vai garimpar aquilo que não tiver autorização”, ressaltou.

Outro ponto abordado na entrevista foi a retomada da pavimentação do trecho do meio da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. A obra é alvo de imbróglio na Justiça por envolver questões ambientais. O presidente afirmou que a rodovia será construída, mas levando em consideração o respeito ao meio ambiente.

“Vamos fazer a BR-319, eu posso te garantir. Mas vamos fazer de comum acordo com os ambientalistas, com aqueles que precisam da estrada e, sobretudo, para atender duas capitais que não podem ficar isoladas como Porto Velho e Manaus”, pontuou.

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