Suspeitos foram mortos a tiros de fuzil no Salgueiro, dizem laudos

Documentos obtidos pelo Metrópoles indicam que vítimas da chacina foram atingidas no peito e no tórax

atualizado 24/11/2021 15:58

Moradores encontram 9 corpos após confrontos no Complexo do Salgueiro, em São GonçaloAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – Laudos de necrópsia da ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo do Salgueiro, no último domingo (21/11), apontam que oito vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo, em regiões como peito e tórax. Não há indício de facadas. Os laudos contabilizam pelo menos 37 tiros.

O resultado do exame de Ítalo Barbosa, por exemplo, ressalta que “foram arrecadados um projétil de chumbo revestido por metal amarelo, típico dos usados em fuzil”. Ele levou sete tiros, há marcas no tórax e na cabeça.

Ítalo, também conhecido como “Sombra”, tinha seis anotações criminais e estava com roupa camuflada no dia da ação.

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Carlos Eduardo Curado de Almeida levou sete tiros, a maioria na região superior do corpo, especialmente cabeça e tórax. Ele também estava de roupa camuflada e tinha três anotações criminais.

Elio da Silva Araujo, que estava de roupa verde escura e possui anotações criminais, foi atingido por três disparos, um na região do pescoço e dois no tórax.

Tiros na cabeça

Já o corpo de David Wilson Oliveira Antunes tem cinco marcas de tiros, sendo quatro delas na cabeça. Ele estava de camisa preta e bermuda escura e não tinha passagem pela polícia.

Rafael Menezes Alves foi atingido por ao menos três disparos. Ele tinha registro de ocorrência por envolvimento no tráfico e associação em concurso com corrupção de menores e também estava de roupa camuflada.

Kauã Brener Gonçalves, que não tinha passagem, mas ostentava fotos com fuzil, levou nove tiros. Há marcas no rosto, no tórax e na coxa.

O corpo ainda não foi identificado levou um tiro na cabeça. Já o de Igor Costa Coutinho tem pelo menos duas marcas de disparos.

Conforme o Metrópoles noticiou na terça-feira (23/11), os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, usaram, pelo menos, 60 fuzis na ação na comunidade, que fica em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A PM contabiliza 10 mortos em toda a ação.

 

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