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Três meses depois do crime, o interventor federal na Segurança do Rio de Janeiro, general de Exército Walter Souza Braga Neto, classificou nesta quinta-feira (14/6) como um “desserviço” às investigações o vazamento de nomes suspeitos de envolvimento na execução da vereadora Marielle Franco (PSol) e seu motorista, Anderson Gomes, ocorrida em 14 de março. Em jargão policial, ele afirmou que potenciais suspeitos mantiveram discrição desde então.

“Precisamos ter provas do que foi levantado até o momento. Houve um desserviço muito grande quando houve aquele vazamento com citação de nomes, porque todas as pessoas que pudessem estar envolvidas estão quietas, com perfil baixo”, reclamou o general. O general disse que a investigação continua andando “muito bem” e sob segredo de Justiça.

A Polícia Civil do Rio chegou a interrogar vereadores no Rio, entre eles Marcelo Siciliano (PHS), suspeito de vínculos com milícia da Zona Oeste da cidade. Ele negou ter envolvimento no crime. Outro nome citado nas investigações é o do ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, que está preso. Suspeito de assassinar um colaborador de Siciliano dias após a execução de Marielle, o suposto miliciano Thiago Bruno Mendonça também está na cadeia.