“Surto” relatado por Bolsonaro estaria ligado ao uso de medicamentos

Bolsonaro atribuiu “paranoia” que o levou a violar tornozeleira à interação inadequada de Pregabalina e Sertralina

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jair Bolsonaro
1 de 1 Jair Bolsonaro - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Durante audiência de custódia realizada neste domingo (23/11), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atribuiu o alegado “surto” que o levou a manipular a tornozeleira eletrônica ao uso combinado de dois medicamentos controlados.

Segundo o próprio ex-presidente relatou à juíza auxiliar que conduziu o ato por videoconferência, a interação entre a Pregabalina e Sertralina teria provocado um episódio de confusão mental e “alucinação”.

Na ata oficial da audiência, consta que Bolsonaro afirmou que uma suposta “paranoia” começou entre a noite de sexta (21/11) e a madrugada de sábado (22/11), quando passou a acreditar que havia uma escuta instalada dentro da tornozeleira.

Ele disse que, por causa dessa percepção, tentou abrir o equipamento usando um ferro de solda, o que provocou as marcas de queimadura registradas por agentes da Secretaria de Administração Penitenciária do DF. Antes mesmo de passar pela audiência, Bolsonaro já havia admitido ter usado o equipamento para tentar violar a tornozeleira. No momento, ele alegou “curiosidade”.

Bolsonaro declarou ter sido orientado por dois médicos diferentes a tomar os medicamentos. Também alegou que  não dormia bem e tinha “sono picado”, algo que teria contribuído para o surto. Segundo a ata, ele afirmou que nunca havia passado por um episódio semelhante.

O ex-presidente, que até então estava em prisão domiciliar, relatou que estava em casa acompanhado da filha, do irmão e de um assessor, mas que todos dormiam na hora que tentou avariar a tornozeleira e não perceberam a manipulação do equipamento.

Ele também negou qualquer intenção de fuga, dizendo que parou ao “cair na razão” e, mais tarde, avisou a equipe de monitoramento sobre o que havia feito.

A tentativa de Bolsonaro em violar a tornozeleira foi um dos elementos considerados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que motivaram a conversão da prisão domiciliar em preventiva.

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