Supervia e jovens vítimas de abuso sexual fecham acordo de indenização

Segundo a Defensoria Pública, os menores receberão, além do pagamento, apoio psicológico e suporte profissionalizante

atualizado 22/07/2019 18:31

Divulgação/ DPRJ

Famílias dos dois adolescentes que denunciaram terem sido vítimas de agressões e abuso sexual por parte de dois seguranças da companhia Supervia fecharam acordo de compensação com a empresa. Segundo a Defensoria Pública, que mediou a negociação, os menores receberão indenização, apoio psicológico e suporte profissionalizante. As informações são do portal G1.

O acordo será assinado ainda nesta segunda-feira (22/07/2019), segundo informações da própria Defensoria. Os valores da indenização são sigilosos e os detalhes da negociação ainda não foram divulgados.

“Mais que humilhação, covardia. Levou a gente para trás da estação. Começou a bater na gente. Jogou spray de pimenta, bateu com a arma na nossa cara, chutou a cabeça. Mandou a gente rolar no mijo, secar o mijo”, contou um dos jovens sobre a situação que ambos passaram.

Entenda
O caso aconteceu no último dia 11. A Supervia identificou e demitiu dois seguranças, Rafael Souza Marcolino e Carlos Renato da Silva Alamino. Os PMs identificados pelas vítimas são: Wagner Castro da Silva, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora da Fazendinha, e Lenine Venute da Silva Júnior, do Batalhão de Choque.

As vítimas, um rapaz de 17 anos e outro de 18, contam que foram retiradas à força de um vagão por dois homens que se identificaram como policiais. Em seguida, sofreram abuso moral e sexual, ao serem obrigadas a praticar sexo oral. A cena foi gravada e postada nas redes sociais.

O reconhecimento feito pelos adolescentes foi realizado por meio de um álbum de fotografias da Corregedoria da Polícia Militar. A corporação, agora, apura as informações passadas pelas vítimas. Se comprovada a veracidade, o próximo passo é identificar se os PMs estavam ou não em serviço.

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