STJ rejeita recurso de Robinho e mantém condenação do ex-jogador
Defesa de Robinho alegou que, com base na legislação brasileira, pena de nove anos de prisão deveria ser recalculada

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta quarta-feira (3/9), por unanimidade, os embargos de declaração da defesa de Robinho contra a decisão que homologou a sentença da justiça italiana, na qual o ex-jogador foi condenado à pena de nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo. A defesa de Robinho defendia que, com base na legislação brasileira, a pena deveria ser recalculada.
O relator do caso, ministro Francisco Falcão, entendeu que não houve omissão na decisão que homologou a sentença estrangeira. Ele ressaltou, também, que a matéria em questão já foi apreciada em três oportunidades pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que negou provimento aos recursos.
Com a decisão, Robinho seguirá cumprindo pena na Penitenciária de Tremembé (SP), onde está preso desde março do ano passado.
Homologação da sentença
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO STJ, em março de 2024, validou a sentença italiana e determinou que Robinho cumprisse a pena no Brasil, por maioria de nove votos a dois. À época, o ministro Francisco Falcão ressaltou que a não homologação da sentença seria um desrespeito à dignidade da vítima.
“Caso não se homologue a transferência de execução de pena, a vítima terá sua dignidade novamente ultrajada, pois o criminoso ficará completamente impune, ante a impossibilidade de deflagração de nova ação penal no Brasil para apurar o mesmo fato. A homologação da transferência de execução da pena, ao efetivar a cooperação internacional, tem o condão de, secundariamente, resguardar os direitos humanos das vítimas”, disse o ministro.

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Ver todasO crime
O crime ocorreu em 2013 em uma boate na cidade de Milão, Itália. Robinho, à epóca jogador do Milan, e mais quatro homens foram acusados de estuprar uma mulher de origem albanesa na ocasião.
A Justiça italiana condenou o ex-atleta em 2017, quatro anos após o ocorrido. Em 2022, esgotaram-se as possibilidades de recursos na Justiça da Itália, e a sentença definitiva condenou Robinho à pena de nove anos de prisão.
No ano passado, ele foi preso no Brasil após o trâmite de homologação da sentença, possível graças à Lei de Migração (Lei 13.445/2017), que possibilita que brasileiros natos condenados no exterior cumpram a pena em território nacional.



