STJ encerra ação contra Renato Kalil por violência em parto de Shantal

O STJ entendeu que, diante das provas apresentadas, não houve desvio da prática médica ou violação da ética profissional

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Imagem colorida de Shantal durante parto e médico acusado de violência - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Shantal durante parto e médico acusado de violência - Metrópoles - Foto: Reprodução

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria, trancar as ações penais movidas contra o médico Renato Kalil, acusado de lesões corporais e violência psicológica durante o parto da influenciadora digital Shantal Verdelho.

A decisão foi baseada na ausência de provas que indicassem que o obstetra tenha se afastado das boas práticas médicas ou agido de forma contrária à ética e ao cuidado com a paciente.

Denúncia de violência obstétrica

O caso teve início em 2021, quando Shantal Verdelho compartilhou nas redes sociais alegações de que havia sofrido violência obstétrica durante o parto de sua filha, realizado por Kalil.

A influenciadora acusou o médico de ter realizado procedimentos desnecessários e de ter desrespeitado suas vontades durante o trabalho de parto, resultando em lesões corporais leves e danos à sua saúde psicológica.

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Shantal Verdelho: após denúncia de influencer, surgem novos relatos
Ela afirma que sofreu violência obstétrica por parte de Renato Kalil
Shantal Verdelho
Shantal Verdelho no parto da segunda filha
Médico Renato Kalil, obstetra acusado de abuso sexual e obstétrico
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Médico Renato Kalil, obstetra acusado de abuso sexual e obstétrico

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Shantal Verdelho: após denúncia de influencer, surgem novos relatos
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Shantal Verdelho: após denúncia de influencer, surgem novos relatos

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Ela afirma que sofreu violência obstétrica por parte de Renato Kalil
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Ela afirma que sofreu violência obstétrica por parte de Renato Kalil

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Shantal Verdelho
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Shantal Verdelho

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Shantal Verdelho no parto da segunda filha
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Shantal Verdelho no parto da segunda filha

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Diante das acusações, o Ministério Público de São Paulo (MP/SP) apresentou denúncia contra Kalil, acusando-o de lesões corporais e violência psicológica.

Na denúncia, o MP destacou que o obstetra teria utilizado sua posição de poder para manipular e constranger Shantal, causando-lhe humilhação e prejudicando sua saúde emocional.

Decisões de instâncias inferiores

A denúncia foi inicialmente rejeitada pelo juiz Carlos Alberto Corrêa de Almeida Oliveira, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

O magistrado entendeu que não havia provas suficientes que demonstrassem a materialidade das lesões ou que Kalil tivesse agido com dolo, ou seja, com intenção de causar dano.

Entretanto, a 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) reformou essa decisão e aceitou a denúncia, argumentando que havia elementos probatórios mínimos que justificavam o prosseguimento da ação penal.

Análise do STJ

No STJ, o caso foi analisado pelo ministro Ribeiro Dantas, que votou pela manutenção das investigações.

O ministro argumentou que, embora a denúncia não exigisse a mesma robustez probatória de uma sentença condenatória, ela apresentava indícios suficientes para dar continuidade ao processo.

Dantas destacou que as filmagens do parto, os depoimentos das testemunhas e os laudos médicos particulares corroboravam a possibilidade de ocorrência de lesões corporais.

Contudo, o voto divergente do ministro Joel Ilan Paciornik prevaleceu no colegiado. Paciornik argumentou que, para a configuração do crime de lesões corporais, seria necessário demonstrar que a conduta do médico foi negligente, imprudente ou imperita, o que não ficou comprovado no caso.

Ele ressaltou que, em situações de emergência, como durante um parto, o médico deve agir com rapidez e eficácia, sem a necessidade de avaliar exaustivamente todas as possibilidades.

Provas insuficientes

O ministro Paciornik apontou que os laudos periciais indicavam que as lacerações sofridas por Shantal eram compatíveis com o processo natural do parto vaginal e que os depoimentos das pessoas presentes durante o procedimento não indicavam que Kalil tivesse ultrapassado os limites da autonomia médica.

Além disso, a perícia oficial não foi conclusiva sobre o nexo causal entre as ações do médico e as lesões alegadas.

Com base nesses argumentos, o ministro considerou que não havia elementos suficientes para sustentar as acusações de lesões corporais e violência psicológica.

Assim, o colegiado decidiu, por maioria, trancar as ações penais contra Renato Kalil, restabelecendo a decisão de primeira instância que havia rejeitado a denúncia.

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