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Brasil

STF volta a julgar Débora, que pichou "perdeu, mané" em estátua

O julgamento de Débora Rodrigues, que usou batom para pichar estátua no STF, será retomado nesta sexta (25/4), em plenário virtual

25/04/2025 02:00, atualizado 25/04/2025 09:59
Reprodução
Montagem com foto colorida de Débora Rodrigues e estátua "A Justiça" pichada por ela - Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar, nesta sexta-feira (25/4), a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, mulher que pichou com batom “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente à sede da Corte. A pichação ocorreu durante os atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023.

O julgamento de Débora foi suspenso no mês passado por um pedido de vista do ministro Luiz Fux, que declarou seu desejo de revisar a pena de 14 anos prevista para Débora nos dois primeiros votos expostos em plenário virtual da Corte, de Alexandre de Mores e de Flávio Dino.


Denúncia

  • Débora foi denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho de 2024 por associação criminosa armada, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, entre outros crimes.
  • Em agosto do mesmo ano, a Primeira Turma aceitou a denúncia por unanimidade.
  • O caso é julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
  • O placar está 2×0 para a condenação com 14 anos de pena.
  • Moraes afirmou ter sido comprovado nos autos que Débora teve envolvimentos com a “empreitada criminosa” que culminou nos atos de 8 de Janeiro.

Moraes votou para que, do total da pena, 12 anos e 6 meses são de reclusão, que devem ser cumpridos inicialmente em regime fechado. Ou seja, na prisão. O restante da pena, de 1 ano e 6 meses de detenção, poderá ser cumprida em regime inicial aberto, segundo o voto.

STF volta a julgar Débora, que pichou “perdeu, mané” em estátua - destaque galeria
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Débora Rodrigues dos Santos
Débora Rodrigues dos Santos
Débora pichou a frase "perdeu, mané", na estátua que fica em frente à sede do STF
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua
A cabelereira Débora foi condenada a 14 anos de prisão por pichar a estátua da Justiça com os dizeres "perdeu, mané"
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A cabelereira Débora foi condenada a 14 anos de prisão por pichar a estátua da Justiça com os dizeres "perdeu, mané"

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Débora Rodrigues dos Santos
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Débora Rodrigues dos Santos
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Débora pichou a frase "perdeu, mané", na estátua que fica em frente à sede do STF
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Débora pichou a frase "perdeu, mané", na estátua que fica em frente à sede do STF

Viníciud Schmidt/Metrópoles
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua
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A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua

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A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua
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A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado a estátua

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Fux devolveu a julgamento a ação em 10 de abril e a análise, também em plenário virtual, começa na sexta-feira (25/4).

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Relaxamento da prisão preventiva

Em 28 de março, Moraes substituiu a prisão preventiva de Débora por prisão domiciliar. O magistrado seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que opinou pelo relaxamento da prisão preventiva.

No entanto, Moraes impôs algumas medidas cautelares a Débora, como o uso de tornozeleira eletrônica; proibição de utilização de redes sociais; proibição de se comunicar com os demais envolvidos no 8 de Janeiro; proibição de concessão de entrevistas a qualquer meio de comunicação, salvo mediante expressa autorização do STF, e a proibição de visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e com procuração nos autos e de seus pais e irmãos; além de outras pessoas previamente autorizadas pela Corte.