STF nega pedido de Daniel Silveira para trabalhar fora da prisão

Ex-deputado federal Daniel Silveira permanece no regime semiaberto. STF negou, por 9 votos a 2, saídas da prisão para trabalho e estudo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles
Deputado Daniel Silveira na Câmara dos Deputados
1 de 1 Deputado Daniel Silveira na Câmara dos Deputados - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido do ex-deputado federal Daniel Silveira para trabalhar e estudar fora da prisão. Em julgamento realizado em plenário virtual e encerrado na noite de sexta-feira (30/5), os ministros confirmaram, por nove votos a dois, o veto do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, ao pedido de Silveira, que permanece no regime semiaberto.

A defesa do ex-parlamentar argumentou que a medida, ao permitir que ele saísse para esses fins, ajudaria na ressocialização. Silveira está no regime semiaberto, na colônia agrícola em Magé, no Rio de Janeiro. Seus advogados alegaram que sua situação é “equivalente à do regime fechado”, pelos impedimentos de trabalhar e estudar, e criticam o sistema prisional.

“O falido sistema carcerário brasileiro, abarrotado de presos, não contribui em nada para a ressocialização do apenado. Dessa forma, uma oportunidade de trabalho remunerado e estudo em unidade de ensino superior está intimamente ligada ao objetivo do Estado na tentativa de ressocialização”, argumentou a defesa de Silveira.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o recurso, alegando que Silveira já descumpriu antes outras condições impostas.


Prisão de Daniel Silveira

  • Condenado pelo STF em abril de 2022 por tentar impedir, com violência ou grave ameaça, o livre exercício dos Poderes e por coação no curso do processo, Silveira também foi multado em R$ 192,5 mil e tornou-se inelegível por oito anos.
  • No mesmo mês da condenação, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu um indulto presidencial ao ex-deputado, anulando a pena.
  • Porém, em 2023, já no governo Lula (PT), o STF derrubou o indulto e determinou a prisão imediata, alegando inconstitucionalidade da medida.

STF nega pedido de Daniel Silveira para trabalhar fora da prisão - destaque galeria
8 imagens
STF nega pedido de Daniel Silveira para trabalhar fora da prisão - imagem 2
Daniel Silveira
Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira: ex-presidente votou no aliado
Jair Bolsonaro e Daniel Silveira com indulto
Deputado Daniel Silveira participa da cerimônia de despedida dos ministros que deixam o governo para disputar as eleições deste ano
STF nega pedido de Daniel Silveira para trabalhar fora da prisão - imagem 1
1 de 8

Igo Estrela/Metrópoles
STF nega pedido de Daniel Silveira para trabalhar fora da prisão - imagem 2
2 de 8

Igo Estrela/Metrópoles
Daniel Silveira
3 de 8

Daniel Silveira

Reprodução
Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira: ex-presidente votou no aliado
4 de 8

Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira: ex-presidente votou no aliado

Buda Mendes/Getty Images
Jair Bolsonaro e Daniel Silveira com indulto
5 de 8

Jair Bolsonaro e Daniel Silveira com indulto

Anderson Riedel/PR
Deputado Daniel Silveira participa da cerimônia de despedida dos ministros que deixam o governo para disputar as eleições deste ano
6 de 8

Deputado Daniel Silveira participa da cerimônia de despedida dos ministros que deixam o governo para disputar as eleições deste ano

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) na Superintendência da Polícia Federal do DF
7 de 8

O deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) na Superintendência da Polícia Federal do DF

Igo Estrela/Metrópoles
Daniel Silveira prestou depoimento à Polícia Federal (PF)
8 de 8

Daniel Silveira prestou depoimento à Polícia Federal (PF)

Igo Estrela/Metrópoles

Descumprimento de medidas

O voto de Moraes se baseia na conduta de Silveira no fim de 2024, quando ele foi colocado em liberdade condicional às vésperas do Natal, mas descumpriu medidas judiciais, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. Três dias depois, ele voltou à prisão.

Moraes foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

Votaram contra o relator os ministros André Mendonça e Nunes Marques. “Se, a meu ver, o reeducando poderia já estar gozando do benefício do livramento condicional, guardando o repouso noturno em sua residência, quanto mais deve poder deixar o estabelecimento prisional para trabalho externo e estudo”, defendeu Mendonça.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?