STF na mira e fim da 6x1: como foram os atos paralelos de 7 de Setembro
Direita se concentrou em ataques ao STF enquanto esquerda protestou contra o feminicídio e fim da escala 6x1. Atos ocorreram em todo o país

O feriado de 7 de Setembro foi marcado por protestos da direita e da esquerda na defesa de diferentes pautas. Os atos ocorreram em paralelo ao tradicional desfile cívico do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De um lado, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) levantaram bandeiras com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pediram a saída do ministro Alexandre de Moraes. De outro, os manifestantes da esquerda defenderam o fim da escala de trabalho 6×1.
Em Brasília, a direita se reuniu em três atos contra Moraes, que está no centro de uma crise com o ministro André Mendonça.

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Ver todasO primeiro protesto foi convocado pelo desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo) e começou por volta das 9h, em frente ao Banco Central, e reuniu mais de 500 pessoas. O segundo foi realizado na Funarte, chamado pela deputada federal Bia Kicis (PL).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa terceira manifestação, em frente ao Banco Central, os presentes pediram o impeachment de Moraes e do presidente Lula. O grupo usou cartazes e fez uma caminhada pelo Eixão, que estava fechada para a passagem de carros.
Em Salvador, os manifestantes estiveram no Farol da Barra. Eles exibiram bandeiras com fotos do candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, junto ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Também havia cartazes com críticas ao Judiciário brasileiro.
O maior ato foi registrado em São Paulo. Os apoiadores fizeram fila para tirar fotos com um painel que retratava Lula vestido de presidiário, na Avenida Paulista. No local, os bolsonaristas também prestaram homenagens ao ministro do STF André Mendonça.
Esquerda se movimenta
Na outra ponta, a esquerda se concentrou em pedir a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 e o fim da violência contra as mulheres.
Em Brasília, houve o tradicional 32º Grito dos Excluídos, na Praça Zumbi dos Palmares, durante a manhã. O ato tratou de pautas como a defesa da soberania nacional, o direito à moradia e o combate às desigualdades sociais.
Também foram abordados temas como a liquidação do Banco de Brasília (BRB) e investigação do Banco Master.
Em Cuiabá, o Grito dos Excluídos teve como temas a defesa da terra, da paz, da moradia, dos direitos das mulheres e da soberania e democracia. O tradicional desfile cívico de 7 de Setembro foi agendado para o horário noturno com participação de estudantes da rede municipal, além de forças de segurança, bandas, fanfarras e organizações da sociedade civil.
Presidenciáveis se manifestam
No feriado da Independência, os candidatos à Presidência da República se movimentaram para atrair eleitores.
O presidente Lula participou do tradicional desfile em Brasília. Depois do evento, o chefe do Planalto usou as redes sociais para criticar quem, segundo ele, “se traveste de patriota” enquanto atua a favor de interesses estrangeiros.
Flávio Bolsonaro atacou o ministro Alexandre de Moraes durante seu discurso na Avenida Paulista, região central de São Paulo. O senador do PL chamou o magistrado de “laranja podre” e afirmou que vai indicar cinco ministros ao Supremo.
O representante do PSD, Ronaldo Caiado, declarou que o presidente Lula não tem “moral” para falar de patriotismo ou de soberania. Em conversa com jornalistas após o o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Goiânia, ele afirmou que o petista “entregou” o Brasil a facções criminosas.
Durante participação em um ato em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, o candidato Augusto Cury (Avante) mandou “um abraço muito especial” ao ministro André Mendonça. O presidenciável fez o aceno do alto de um trio elétrico e defendeu investigação na Corte.
Renan Santos, do Missão, aproveitou o evento para tecer críticas aos adversários políticos. Ele afirmou que a aparição de Lula e Flávio Bolsonaro à frente nas pesquisas eleitorais representa uma “prisão mental”. Sobre o desempenho de Cury, o presidenciável declarou que representa a “ascensão da covardia e do discurso vazio”.
Como se posicionaram os candidatos:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Presidente participou de desfile na Esplanada dos Ministérios ao lado de autoridades dos Três Poderes. Nas redes sociais depois do evento, ele criticou os “falsos patriotas”.
- Flávio Bolsonaro (PL) — O senador participou de um ato paralelo em São Paulo e discursou com “fora, Lula” e “fora, Moraes”.
- Ronaldo Caiado (PSD) — Em Goiânia, o ex-governador fez críticas ao presidente Lula.
- Augusto Cury (Avante) — O presidenciável participou de uma manifestação no Rio de Janeiro ao lado de apoiadores. Na ocasião, ele acenou ao ministro André Mendonça.
- Renan Santos (Missão) — Em São Paulo, criticou adversários políticos e pediu o afastamento de ministros do STF.
- Romeu Zema (Novo) — Também esteve em ato em SP. Estendeu na fachada de um prédio da Avenida Paulista um painel com a frase “Chega de intocáveis” em referência os integrantes do Supremo.

















