STF julga em plenário virtual decisão de Moraes sobre Zambelli

Primeira Turma do STF decide se mantém a determinação de Moraes em anular decisão da Câmara e impor a perda imediata do mandato de Zambelli

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Deputada Federal Carla Zambelli Metrópoles
1 de 1 Deputada Federal Carla Zambelli Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia, nesta sexta-feira (12/12), se referenda ou não a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a deliberação da Câmara dos Deputados e decretou a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A análise será feita em plenário virtual extraordinário da Primeira Turma, das 11h às 18h.

Com a abertura, os outros ministros da Turma vão votar se concordam com a decisão de Moraes, após a Câmara decidir manter o mandato de Zambelli, à revelia de uma decisão anterior do STF, que a condenou a 10 anos de prisão e determinou a perda do cargo.

Zambelli foi condenada por participar da invasão, junto com um hacker, aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil, ela está impossibilitada de exercer o mandato, mas o manteve, até então, graças à deliberação da Câmara.

STF julga em plenário virtual decisão de Moraes sobre Zambelli - destaque galeria
5 imagens
Carla Zambelli
Carla Zambelli está presa na Itália
Deputada federal Carla Zambelli
Justiça da Itália julga extradição de Zambelli nesta terça-feira
Carla Zambelli, presa na Itália, deletou sua conta no X após desbloqueio determinado por Moraes
1 de 5

Carla Zambelli, presa na Itália, deletou sua conta no X após desbloqueio determinado por Moraes

Fábio Vieira/Metrópoles
Carla Zambelli
2 de 5

Carla Zambelli

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Carla Zambelli está presa na Itália
3 de 5

Carla Zambelli está presa na Itália

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Deputada federal Carla Zambelli
4 de 5

Deputada federal Carla Zambelli

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Justiça da Itália julga extradição de Zambelli nesta terça-feira
5 de 5

Justiça da Itália julga extradição de Zambelli nesta terça-feira

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Decisão da Câmara

Na madrugada dessa quinta (11/12), 227 deputados votaram a favor da perda do mandato de Zambelli e 110 contra, com 10 abstenções. O número, no entanto, ficou abaixo dos 257 votos necessários e, por isso, a representação foi arquivada na Casa.

A decisão de manter Zambelli contrariou parecer do relator Claudio Cajado (PP-BA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele defendeu a cassação por “incompatibilidade absoluta” entre o encarceramento em regime fechado e o exercício do mandato parlamentar. O parlamentar questionou como uma deputada presa poderia comparecer a sessões e cumprir atividades legislativas.

Mesmo com o parecer, o plenário rejeitou a perda do mandato – movimento que acendeu alerta entre ministros do STF.

Pressão jurídica

Como apurou o Metrópoles, integrantes do Supremo viram na decisão uma “afronta” ao Judiciário e temeram desdobramentos para outros casos, como o do deputado Alexandre Ramagem,(PL-RJ), igualmente condenado pelo STF e que também aguarda análise de perda de mandato pela Câmara, prevista para ser votada na próxima quarta-feira (17/12), em plenário.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, ingressou, na tarde dessa quinta, com um mandado de segurança no STF, pedindo que a perda do mandato de Zambelli e de Ramagem fosse decretada em até 24 horas. Para ele, houve “omissão” do Legislativo e descumprimento de uma decisão judicial transitada em julgado.

Decisão de Moraes

Ao derrubar o resultado do plenário da Câmara, Moraes afirmou que a Constituição atribui ao Judiciário, e não ao Legislativo, a competência para decretar a perda do mandato de parlamentar condenado criminalmente com sentença definitiva. “À Mesa Diretora cabe apenas declarar a perda, em ato administrativo obrigatório”, escreveu

Ainda para o magistrado, a recusa dos deputados configurou “clara violação” ao artigo 55 da Constituição, além de “desvio de finalidade” e afronta aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.

Na mesma decisão, Moraes determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, efetive a posse do suplente de Zambelli em, no máximo, 48 horas. A vaga deverá ser ocupada por Adilson Barroso (PL-SP).

Reação no bolsonarismo

A derrubada da votação da Câmara por Moraes revoltou parlamentares bolsonaristas, que condenaram a ação do ministro.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chamou Moraes de “ditador psicopata” e acusou o ministro de promover “abuso absoluto de poder”. Nikolas Ferreira (PL-MG) também falou em “ditadura” e sugeriu que o Congresso fosse “fechado”.

Michelle Bolsonaro (PL-DF), usou as redes sociais para comentar a decisão. “É… Congresso. Infelizmente, é triste ver vocês tão enfraquecidos e de joelhos diante de tanta arbitrariedade”, escreveu ela.

Foragido nos Estados Unidos e condenado pelo STF, Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou que Moraes age como “rei do Brasil”, chamando-o de “descontrolado”.

Nos bastidores, como noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, deputados do Centrão e governistas avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não terá alternativa a não ser cumprir a ordem do STF e declarar a vacância do mandato, dando posse ao suplente.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?