STF determina que município de Goiás reestruture cargos comissionados

De acordo com o ministro Flávio Dino, a medida visa evitar insegurança jurídica e a descontinuidade do serviço público

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fachada STF na Praça dos Três Poderes Brasília DF Metrópolesv
1 de 1 Fachada STF na Praça dos Três Poderes Brasília DF Metrópolesv - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – O município de Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, tem um prazo de 180 dias para promover a reestruturação de carreiras da administração local. A determinação é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com ele, a medida visa assegurar o cumprimento da decisão que invalidou a criação de cargos em comissão na administração local, sem comprometer, no entanto, a continuidade dos serviços públicos.

Conforme o STF, o prazo começa a contar a partir do trânsito em julgado do processo.

O Recurso Extraordinário (RE) 1578767 foi apresentado pelo município ao Supremo contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que declarou a inconstitucionalidade de dispositivos de leis que criaram cargos em comissão na administração local.

Para o TJ-GO, as normas não descreveram de forma objetiva as atribuições dos cargos, valendo-se de expressões genéricas para definir funções de assessoramento e chefia, sem detalhar as atividades exercidas por seus ocupantes.

Cargos em comissão

No entendimento de Dino, a decisão do TJ-GO está alinhada à jurisprudência do STF, segundo a qual a criação de cargos em comissão somente se justifica quando atendidos os requisitos constitucionais, entre eles a descrição, de forma clara e objetiva, das atribuições na própria lei que os institui, para o exercício de funções de direção, chefia e assessoramento.

Em relação à modulação dos efeitos da decisão, o ministro observou que o TJ-GO se limitou a estabelecer efeitos não retroativos e afastou a exigência de devolução das remunerações recebidas.

O ministro ressaltou que, em situações semelhantes, o STF tem estabelecido prazo razoável para que a administração promova a necessária reestruturação das carreiras afetadas.

“Essa medida visa evitar o cenário de insegurança jurídica, a descontinuidade do serviço público, bem como proteger a confiança legítima daqueles que exerceram, de fato, atividades em benefício da administração pública”, afirmou.

Durante o prazo fixado, explicou o ministro, o município deverá realizar as adequações nos âmbitos legislativo, administrativo e orçamentário, para adequar os cargos às exigências constitucionais, conforme a tese firmada pelo STF sobre o tema.

O Metrópoles entrou em contato com a administração do município de Cocalzinho de Goiás, mas até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?