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Brasil

STF: 4 meses após indicação, Lula ainda não formalizou nome de Messias

Ausência do envio da mensagem presidencial, etapa necessária para dar início à sabatina, revela embróglio envolvendo os dois Poderes

20/03/2026 02:00
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VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto
Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias Metrópoles 1

Quatro meses após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo ainda não formalizou a indicação ao Senado.

A ausência do envio da mensagem presidencial, etapa necessária para dar início à sabatina, revela um embróglio envolvendo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preferia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

A demora ocorre em meio a um ambiente de articulação delicada entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Interlocutores do governo avaliam que a formalização da indicação depende de um ambiente mais favorável no Senado, onde o nome precisa ser aprovado após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em plenário.

Embora Messias seja considerado um nome de confiança do presidente, sua indicação também mobiliza resistências pontuais entre parlamentares, o que tem levado o governo a calibrar o timing do envio.


A demora do governo em enviar a mensagem presidencial ao Senado

  • Indicação de Jorge Messias ao STF completa quatro meses sem envio ao Senado, travando o início da sabatina: impasse expõe dificuldade do governo em avançar na escolha para a Corte.
  • Divergência entre Lula e Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco, alimenta o atraso: disputa política influencia diretamente o andamento da indicação.
  • Governo avalia cenário no Senado e resiste a enviar nome sem apoio consolidado: receio é enfrentar resistência na CCJ e no plenário.
  • Vaga aberta no STF amplia peso político da decisão e impacta a dinâmica da Corte: envio deve ocorrer só após a janela partidária, em meio a tensões entre Poderes.

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Jorge Messias e Lula
Jorge Messias no Senado
Jorge Messias é ministro da Advocacia-Geral da União (AGU)
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Jorge Messias é ministro da Advocacia-Geral da União (AGU)

VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto
Jorge Messias e Lula
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Reprodução/Ricardo Stuckert
Jorge Messias no Senado
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Jorge Messias no Senado

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A indefinição também ocorre em meio a tensões recorrentes entre o Congresso e o STF, especialmente em temas como emendas parlamentares e limites de atuação entre os Poderes. Nesse contexto, a escolha de um novo ministro ganha peso político adicional.

Aliados do governo afirmam que a escolha não deve levar em conta apenas aspectos técnicos, mas também o impacto político e a relação com o Congresso.

Enquanto a indicação não é formalizada, a vaga no Supremo permanece aberta, o que pode afetar a dinâmica interna da Corte em julgamentos relevantes. Além disso, o atraso prolonga a indefinição política sobre a composição do tribunal.

Segundo apurou o Metrópoles, o governo não deve enviar a mensagem antes de abril, período em que se abre a janela partidária, período específico em que políticos com mandato podem trocar de partido sem perder o cargo.

Até lá, o caso segue como mais um capítulo da complexa relação entre Planalto, Congresso e Judiciário, marcada por interesses cruzados, disputas por espaço e a busca por estabilidade institucional.

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