SP vai propor ao governo adiar aplicação de 2ª dose da vacina para Covid-19

A medida é defendida pelo grupo de médicos do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo

atualizado 27/01/2021 17:08

Vacina Coronavac 8Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo defende que seja adiada a aplicação da segunda dose da vacina, com objetivo de ampliar a população a ser imunizada nesse primeiro momento. A sugestão será feita formalmente ao governo federal, de acordo com o secretário-executivo estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro. Ele afirma que a medida depende de aval do Ministério da Saúde, responsável pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).

De acordo com o coordenador do centro de contingência, Paulo Menezes, o espaçamento não traria danos à proteção oferecida pela vacina. “A vacinação está prevista para ser feita em até 28 dias após a primeira dose. É possível pensar que a segunda dose posterior seja até mais eficaz do que aos 28 dias. A principal razão que o estudo usou 14 dias foi para sair mais rapidamente”, explica o médico.


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Ainda segundo Menezes, a prioridade é conseguir ampliação da cobertura para que maior número de profissionais de saúde e outros grupos prioritários fiquem protegidos.”E assim ter redução nos óbitos e internações”, defende.

O secretário-executivo estadual de Saúde endossa a proposta, mas diz que é preciso aval do governo federal. “Havendo respaldo técnico-científico de que se possa ampliar o intervalo entre as doses, há possibilidade de permitir maior abrangência do quantitativo para aplicação da dose. (…) Mas há que se ter uma manifestação formal do PNI”, diz.

“Todas as doses recebidas pelo governo estadual não são suficientes para esgotar todo público-alvo de trabalhadores da saúde. Para expandir a vacinação, depende da ampliação de disponibilidade de doses do Ministério da Saúde”, acrescenta.

 

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